O que é o Seguro de Crédito?

O Seguro de Crédito, destina-se à protecção do risco associado às transacções comerciais. É orientado para a cobertura do risco que representa o crédito concedido pelo vendedor (Pessoa Colectiva ou Singular), que corre ao entregar um bem ou prestar um serviço aos compradores (seus clientes), que acordaram pagar e que podem falhar.

  • Indemnização em caso de falta de pagamento do seu cliente devedor
  • Estudo creditício e vigilância activa dos seus clientes compradores

Seguro de Crédito

Como funciona o Seguro de Crédito?

Cabe à companhia, por indicação da empresa, proceder à análise creditícia de cada cliente, sob a indicação de necessidade expressa pelo potencial e/ou segurado. A necessidade de crédito para cada cliente, deve ser estimada pelo saldo máximo que este possa em dado momento atingir na conta-corrente. O limite a solicitar pode ser ambíguo pois as operações realizadas no passado, mesmo que recente, podem não traduzir a capacidade de vender num futuro próximo, consolidada no potencial do cliente.

Esta questão não é de todo alarmante já que os limites de crédito solicitados pelo segurado e aceites pela companhia, não são estáticos. Apresentam um dinamismo muito próprio, conferido ou pela evolução positiva das relações comerciais, implicando o aumento das garantias, ou por incidentes de gravidade suficiente que obrigam a companhia a reduzir a sua exposição de risco, protegendo e rectificando as expectativas do fornecedor.

Por norma, a empresa deve propor o seguro de todas as vendas de bens e/ou serviços – Principio da Globalidade, cujas transacções comercias são realizadas a crédito e por isso sujeitas ao risco de incumprimento. Das vendas realizadas a crédito excepcionam-se as vendas a entidades públicas e particulares. Também a discriminação por mercados se pode verificar, podendo integrar-se apenas as vendas de Mercado Interno, ou, as de Mercado Externo.

Esta vigilância activa da companhia, permite fazer uma pró-activa gestão de danos, não permitindo que um devedor em incumprimento, contagie um cada vez maior número de fornecedores, colocando em causa de forma por vezes definitiva, o cumprimento das suas obrigações. Este cruzamento de informação de que a companhia dispõe, induz o devedor a saldar as suas dívidas mais antigas junto do fornecedor, sob pena de não obter crédito em qualquer outro fornecedor alternativo.

Quando este incumprimento se protela por um tempo demasiado longo, cabe ao segurado participar a sua incapacidade de obter boa cobrança. Nesta altura, reserva-se a companhia, o direito de tomar todas as diligências necessárias na obtenção e recuperação do crédito. Estas acções implicam iniciativas extra-judiciais e, concomitantemente, contencioso judicial. A Companhia converte-se num cobrador de dívida, não enjeitando quaisquer esforços tanto no mercado interno como no mercado externo.

A integração em grupos com uma penetração internacional tão relevante, as Companhias de Seguro de Crédito tornam-se num parceiro inestimável, nas acções de recuperação fora da Península Ibérica. A não recuperação do crédito não coloca de todo em causa o ressarcimento do segurado, já que a indemnização é pa