José Poças Esteves considera que a ARC ratings, lançada hoje, vai conseguir apresentar tarifas mais competitivas para as médias empresas.

O lançamento da agência de ‘rating’ global ARC Ratings é uma “grande notícia” para as empresas portuguesas de média e grande dimensão porque pode abrir o acesso aos mercados de capitais internacionais, afirmou o presidente executivo.

“Não só em Portugal, em toda a Europa e grande parte do mundo, achamos que vai ser uma grande notícia porque as médias e grandes empresas, como a Unicer, são muito mal tratadas pelo sistema financeiro porque estão muito dependentes da banca – praticamente a única

[opção de financiamento] é ir à banca porque os mercados de capitais estão praticamente fechados para eles”, justificou José Poças Esteves à agência Lusa, à margem do lançamento da ARC Ratings hoje, em Londres.

A companhia de bebidas portuguesa é uma das sete que têm ‘ratings’ publicados na página de Internet www.arcratings.com, refletindo a prioridade que a agência, em funcionamento desde outubro mas só hoje apresentada publicamente, dá ao segmento das médias e grandes empresas.

“Há uma pressão enorme pela economia mundial para que estas empresas tenham outras formas de financiamento e para existirem essas formas de financiamento tem de haver uma análise de risco”, vincou Poças Esteves.

Enquanto que o recurso aos serviços das três grandes agências internacionais (Standard&Poor’s, Moody’s e Fitch) é “incomportável em termos de custo” para uma média empresa portuguesa, refere, a ARC vai conseguir apresentar tarifas mais competitivas.

Quanto a classificações de dívidas soberanas, Poças Esteves garante que a agência fará esse trabalho, mas que o código de conduta impõe que só publicarão os ratings que forem solicitados e autorizados a serem publicados.

A ARC Ratings resulta de uma parceria em participações iguais entre a portuguesa Companhia Portuguesa de Rating (CPR), a CARE Rating (Índia), a GCR (África do Sul), a MARC (Malásia) e a SR Rating (Brasil).

Juntas, possuem receitas superiores a 50 milhões de dólares (37 milhões de euros), mais de seis mil clientes, 18 escritórios em nove países e em quatro continentes.

Atualmente, a ARC é reconhecida pela ESMA – Autoridade Europeia de Valores Mobiliários, entidade reguladora, como uma das agências de ‘rating’ europeias, estando em curso o processo para ser reconhecida pela congénere norte-americana SEC.

Os responsáveis da ARC confirmaram hoje estarem a trabalhar num alargamento da base acionista a outros parceiros, nomeadamente chineses e japoneses.

Fonte: Jornal i

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