A Microsoft vai adquirir a unidade de telemóveis da Nokia por um valor total de 5,5 mil milhões de euros. Desta forma, a tecnológica norte-americana vai apostar no crescimento da sua operação de telemóveis, através do Windows Phone.

O objetivo passa por criar “uma marca” através de “uma voz unida”, anunciou a Microsoft, criando com este casamento um rival à altura da Samsung e da Apple, para poder competir no mercado global de smartphones.

11 factos sobre o negócio entre a Microsoft e a Nokia, segundo a ZDNet:
1. O acordo vai avançar mas em separado: a unidade de produção de telemóveis vai ser vendida por 3,79 mil milhões de euros e o licenciamento das patentes da Nokia vai custar 2,17 mil milhões à Microsoft.

2. Os 32 mil colaboradores da Nokia vão passar para a Microsoft, incluindo 4700 colaboradores baseados na Finlândia.

3. A Nokia vendeu 7,4 milhões de smartphones Lumia no segundo trimestre de 2013.

4. Stephen Elop, CEO da Nokia, foi em tempos executivo na tecnológica norte-americana e vai assim regressar, liderando a divisão de produção de telemóveis.

5. Julie Larson-Green da Microsoft, atualmente à frente da operação de hardware, vai continuar a trabalhar no desenvolvimento da Xbox One e no Surface, mas vai ingressar na equipa de Elop assim que o negócio ficar fechado.

6. A gestão do marketing da Microsoft e da Nokia vão ficar sob a esfera dos executivos Tami Reller e Mark Penn.

7. No segundo trimestre, a Microsoft vendeu 53,7 milhões de unidades da sua gama de telemóveis.

8. A Nokia vai reter o seu portefólio de patentes, mas vai dar à Microsoft uma licença de 10 anos para as utilizar.

9. A Microsoft vai disponibilizar à Nokia cerca de 1,5 mil milhões em financiamento na forma de três pagamentos de 500 milhões de euros.

10. Os acionistas da Nokia vão votar o negócio numa reunião geral extraordinária a realizar a 19 de novembro deste ano.

11. A Microsoft vai construir um centro de dados na Finlândia que vai servir ambos os clientes da empresa na Europa. Mais de 750 milhões de dólares vão ser investidos no novo centro de dados nos próximos anos.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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