Serviços de mesa e peças de cozinha, pratos, loiça, acessórios ou peças de forno não têm segredos para MatCerâmica. A empresa, fundada em dezembro de 2000 – resultado da reestruturação de um antigo grupo que tinha várias unidades -, trabalha com cerâmica utilitária e decorativa, tudo produzido em faiança e grés.
No início, a MatCerâmica dedicava-se mais à produção de produtos utilitários, principalmente de exterior, como vasos. No entanto, explica Marcelo Sousa, diretor-geral, foi preciso mudar de estratégia e a empresa começou então a apostar na cerâmica decorativa. A partir daí, foi feita uma aposta “na formação das pessoas, em tecnologias mais modernas, na conceção e desenvolvimento de design próprio” e também a nível de poupança de energia e preocupação com o meio ambiente. Um investimento que deu resultado, sublinha Marcelo Sousa: a MatCerâmica é hoje “líder e a maior exportadora nacional na área da cerâmica de mesa”.
Para continuar a ser líder, nos anos mais recentes, o foco tem estado na otimização e na eficiência ao nível da qualidade “com recrutamento de quadros técnicos mais especializados e parcerias com universidades”, mas também ao nível da questão energética, com a instalação de painéis fotovoltaicos em quatro quilómetros quadrados, para contornar os custos, que têm vindo a aumentar. A estratégia passa também pela diversificação, com a utilização de novos materiais, como é o caso do grés, o que permitiu à empresa ganhar quota de mercado nos clientes que já tinha, oferecendo-lhes mais variedade de produtos.
A totalidade da produção da MatCerâmica tem como destino a exportação, principalmente para os mercados europeus e norte-americano, mas também chega a países como Qatar, Egito, Líbia, Índia, Turquia, México ou Brasil. Marcelo Sousa que conta com 450 trabalhadores e atingiu um volume de negócios de 12 milhões no ano passado, destaca ainda o mercado chinês, que tem crescido e já representou 3% das vendas em 2012.
A parceria com a Caixa surgiu desde o início e, depois de um período de interrupção, foi retomada nos últimos anos. Marcelo Sousa destaca “um parceiro de excelência” e a agilidade do banco, “o primeiro a reagir” numa altura de crise e em que os bancos fechavam as portas às empresas. No futuro, os objetivos passam por diversificar e crescer mais fora da Europa.
Fonte: Dinheiro Vivo