Discurso de Pedro Passos Coelho mereceu destaque de manchete em alguns dos mais influentes media internacionais.
O Financial Times apresenta em manchete na edição online que “Portugal sai do resgate e esquiva-se a linha cautelar”. O texto do diário britânico centra-se no discurso de Passos Coelho e argumenta que a saída limpa será bem-recebida pela maioria dos governos em Bruxelas em vésperas de eleições europeias.
O assunto também merece destaque máximo no site do The Wall Street Journal. Escreve esta bíblia dos negócios que “um dos países mais endividados” da UE assumiu o risco de dispensar ajuda adicional, “um marco na recuperação financeira” do Velho Continente.
A Bloomberg sublinha que Portugal é o terceiro país, depois da Irlanda e de Espanha, a decidir abandonar um programa de assistência sem qualquer linha cautelar, uma opção cujos contornos continuam a ser desconhecidos. A agência norte-americana lembra que chegará o dia em que Chipre e Grécia terão de tomar a sua decisão.
A Reuters apresenta a saída limpa como um “grande sucesso para o Governo”, que formaliza essa decisão na reunião do Eurogrupo agendada para hoje. Para a agência, tomada a opção pela saída limpa, o maior desafio para o Executivo de centro-direita é o Tribunal Constitucional.
A britânica BBC lembra que a economia portuguesa está a recuperar da sua pior recessão desde os anos 70 e situa a opção pela saída limpa na evolução das ‘yields’ em mercado secundário e nos resultados do último leilão de dívida.
O brasileiro Folha de São Paulo escreve que “Portugal abre mão da ajuda financeira da UE e do FMI” no final de um resgate pedido em 2011, “quando o país corria o risco de dar calote”.
Fonte: Económico