O indicador de actividade económica do INE voltou a acelerar, pelo terceiro mês consecutivo em Outubro fixando-se em máximos de Abril de 2011.
Depois de em Agosto ter registado a primeira variação positiva em dois anos, o indicador de actividade económica calculado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) voltou a acelerar pelo terceiro mês consecutivo em Outubro, fixando-se em máximos de Abril de 2011.
De acordo com síntese económica de conjuntura, divulgada nesta quarta-feira, 18 de Dezembro, observou-se em Outubro um crescimento homólogo da produção industrial, mas uma diminuição da actividade económica nos serviços e na construção e obras públicas. O indicador quantitativo do consumo privado – uma das componentes com maior peso na evolução do PIB nacional que tem estado em acentuada retracção ao longo desta crise – voltou a recuperar em Outubro, reflectindo o contributo positivo mais expressivo quer do consumo corrente quer do de bens duradouros. ´
O indicador de investimento diminuiu de forma ligeiramente menos acentuada, em resultado da evolução da componente de máquinas e equipamentos. Relativamente ao comércio internacional de bens, em termos nominais, as exportações e importações registaram variações homólogas de 4,6% e 1,2% em Outubro (inferiores aos 5,8% e 3,5% no mês anterior), respectivamente.
A síntese do INE refere ainda que o indicador (qualitativo) de clima económico atingiu em Novembro o valor mais elevado desde marco de 2011, após ter registado o mínimo da série em Dezembro de 2012.
Estes dados continua apontar para um início favorável da actividade económica neste quarto trimestre, em que o mês de Outubro já se inclui, abrindo espaço para que a contracção anual do PIB neste ano fique aquém dos -1,8% previstos por Governo e troika e se aproxime mais da recente previsão do Banco de Portugal, que espera uma retracção anual da economia de -1,5%.
Os dados estatísticos do INE mais recentes para a evolução global do PIB são relativos ao terceiro trimestre, e apontam para que o Produto tenha crescido 0,2% face ao trimestre anterior, em que havia progredido 1,1%, e que tenha recuado 1% em termos homólogos (por comparação com o segundo trimestre de 2012), o que traduz a quebra menos intensa desde o segundo trimestre de 2011.
Fonte: Negócios