A Associação de Emitentes entrega hoje ao Governo um conjunto de 24 recomendações para facilitar o financiamento de PME.

A Associação de Emitentes (AEM), que representa as cotadas nacionais, entrega hoje ao Governo um relatório com 24 recomendações para dinamizar o mercado de capitais. As medidas propostas visam facilitar o financiamento de pequenas e médias empresas (PME) exportadoras no mercado de capitais.

O presidente da direcção da AEM, Luís Palha da Silva, considera que “nunca nas últimas décadas o país precisou tanto do mercado de capitais e nunca o mercado de capitais esteve tão apático”. Assim, e numa altura em que o financiamento à economia é uma das maiores preocupações para a recuperação do País, a AEM propõe medidas de incentivo ao acesso das PME aos mercados de capitais, seja através da emissão de papel comercial, obrigações ou a dispersão do capital.

Palha da Silva constata que há muita liquidez nos mercados internacionais, mas que Portugal não tem feito os esforços suficientes para atrair parte dessa liquidez. E considera que a questão sobre o financiamento à economia não tem sido colocada da forma mais correcta. “Não chega dizer que o sector bancário devia diminuir as exigências em termos de risco” para financiar as empresas. Defende que “uma das nossas fraquezas é concentrarmos tudo no auto-financiamento e no endividamento bancário”.

Entre as medidas apresentadas pela AEM estão a adaptação das estruturas de mercado, menores custos nos mercados de capitais e uma fiscalidade mais estável e atractiva para as empresas emitentes e para os investidores. Durante elaboração deste relatório, a AEM apresentou algumas destas medidas ao Governo e à CMVM. E o director-executivo da AEM, Abel Sequeira Ferreira, referiu que foi mostrada abertura por parte destas entidades em relação às medidas propostas.

Fonte: Económico

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