Verba consta do contrato que dá a exclusividade de negociação à Apollo e que avalia a seguradora na ordem dos 220 milhões. Pagamento directo ao Novo Banco é de apenas 48 milhões.

A Apollo Global Management irá pagar pelo controlo da Tranquilidade cerca de 215 milhões de euros. O valor está inscrito no concurso que foi entretanto ganho pela ‘private equity’, apurou o Diário Económico. Esta verba inclui o pagamento de 48 milhões de euros ao Novo Banco e a injecção de 150 milhões na Tranquilidade. O pagamento do restante valor está ainda a ser negociado entre a Apollo e o Novo Banco, apurou o Diário Económico.

Fonte próxima do processo explicou ao Diário Económico que os 48 milhões de euros a pagar ao Novo Banco dizem respeito ao valor utilizado de uma linha de crédito de 700 milhões que a Espírito Santo Financial Group (ESFG) contraiu junto do BES, para a qual a Tranquilidade foi dada como garantia. Linha de crédito que tinha sido constituída para garantir o reembolso da emissão de papel comercial vendida aos balcões do BES.

O “Jornal de Negócios” avança na edição de hoje que a Apollo iria pagar 50 milhões pela Tranquilidade, mas a esta verba acresce um montante de 135 milhões de euros em papel comercial da EFSG comprado pela Tranquilidade, entre Maio e Junho deste ano, e um depósito bancário de 15 milhões de euros nas contas da Espírito Santo International.

Segundo o Expresso noticiou no início de Agosto, estas operações foram decididas pelo presidente-executivo da Tranquilidade, Pedro Brito e Cunha, e pelo administrador financeiro, Miguel Moreno, já depois da seguradora ter sido dada como colateral da garantia de 700 milhões que o Banco de Portugal (BdP) obrigou a ESFG a fazer e quando já era público que o GES enfrentava graves problemas. Esta verba, apurou o Diário Económico, terá agora que ser injectada pela Apollo na Tranquilidade.

Para que se complete a verba de 215 milhões de euros definida pelo concurso de venda da Tranquilidade falta definir a forma como serão pagos cerca de 20 milhões de euros, o que está a ser discutido entre os advogados da ‘private equity’, os gestores de falência e os juristas do Banco de Portugal.

A operação deve ser formalizada durante a próxima semana, prevendo-se um acordo final para 26 ou 27 de Agosto, sabe o Diário Económico. A venda carece ainda da aprovação do Instituto de Seguros de Portugal, que têm seis meses para se pronunciar.

 

Fonte: Económico

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