A expansão da rede de contactos e a experiência internacional são os factores que mais podem contribuir para a evolução profissional.
A conclusão é do terceiro inquérito a CEO de empresas nacionais ou internacionais feito em Portugal pela Stanton Chase, entre Janeiro e Março.
Estas foram as respostas dadas por 45% e 44%, respectivamente, dos inquiridos. Só depois vem o desenvolvimento de ‘soft skills’ (42%) e, com muito menos respostas, o ‘coaching’ e ‘mentoring’ (24%), o desenvolvimento de competências técnicas (22%) e, por fim, o reforço/melhoria da marca pessoal (16%).
Não ter experiência internacional tornou-se um ‘handicap’, “principalmente para evoluir para os níveis mais elevados. Cada vez os negócios são mais internacionais e as competências tem de estar adequadas às s necessidades dos negócios”, afirma José Bancaleiro, ‘country manager’ da StantonChase Portugal.
Por outro lado, o que os CEO mais valorizam nos seus colaboradores é a orientação para resultados, tendo optado por esta resposta mais de metade (58%) dos inquiridos. Este resultado não significa que desvalorizem outras competências, defende José Bancaleiro. “As competências ‘hard’ são determinantes para passar a fase da entrevista. As ‘soft’ são aquelas que fazem a diferença entre quem é seleccionado e quem não é”, explica.
A seguir vem a focalização nos clientes (51%), a visão estratégica do negócio (43%) e só depois a criatividade e inovação (33%), a resiliência (31%), a ética, integridade e lealdade (31%) e a capacidade para gerir e liderar processos de mudança (30%).
O ‘CEO Survey 2014′ traça ainda um perfil do trabalhador português com a dedicação com o maior número de respostas (66%), seguida da flexibilidade (52%) e resiliência (38%).
Fonte: Económico