O Processo Especial de Revitalização (PER) apresentado pela construtora Ramos Catarino foi aprovado por 85% dos credores da empresa e registou uma taxa de abstenção de 10%.
“Esta decisão do Tribunal Judicial de Cantanhede já transitou em julgado, tornando-se, assim, definitiva”, revelou a construtora em comunicado.
O presidente do conselho de administração da empresa, Vítor Catarino, esclareceu que esse passo foi dado “de forma a reestruturar a empresa e acautelar os interesses dos seus clientes e fornecedores, mas também dos seus colaboradores”, acrescentando ainda que esse passo se deveu à substancial redução do volume de obras e às dificuldades de acesso ao crédito em Portugal, num sector, como da construção, em que tal é fundamental para a sustentabilidade das empresas.
“Ramos Catarino conseguiu resistir à gravíssima crise que afectou o sector da Construção, não só pelo vasto conjunto de Clientes que fidelizou, e para os quais tem continuado a concretizar obras, mas também graças à internacionalização para Espanha, França e Reino Unido, que iniciou em 2007 e que se tem vindo a intensificar”, adiantou ainda em comunicado.
A construtora salientou, no entanto, que durante este processo “não só prosseguiu com diversas empreitadas que tinha em curso, como garantiu muitas outras de considerável dimensão, em diversos pontos do País – para além das que tem vindo a conquistar no estrangeiro”.
Entre os maiores credores da Ramos Catarino incluem-se o BES, CGD, BCP e Montepio Geral.
Fonte: Jornal i