Empresa de segurança vai entrar em Angola e Moçambique.

A Arko foi criada há pouco mais de seis meses, depois de Jorge Leitão ter adquirido a Ristecna. Eram 20 empregados e uma facturação de 1,2 milhões de euros. Hoje, o número de trabalhadores ultrapassa os 650 e o volume de negócios é superior a seis milhões de euros, revela o fundador e presidente da mais recente empresa de segurança portuguesa, que em Outubro anuncia a entrada em Angola e Moçambique.

“Estamos a ir um pouco mais rápido do que tínhamos antecipado. Pensávamos poder chegar ao final de 2014 com uma facturação anualizada superior aos dez milhões de euros, e tudo leva a crer que isso será conseguido em menos de um ano”, explica Jorge Leitão.

A Arko, que se assume como “consultora em segurança”, actua nos segmentos de segurança humana – segurança móvel e segurança pessoa -, sistemas electrónicos de segurança e de alarmes e monitorização. De fora fica, por enquanto, o transporte e tratamento de valores, onde a empresa pretende entrar no “médio prazo”. Jorge Leitão diz que ao conjunto de clientes “herdados” com a compra da Ristecna – Belas Clube de Campo, grupo Jerónimo Martins ou Metro Sul do Tejo, entre outros -, foi já possível acrescentar a Ikea Portugal, Microsoft, Banco Atlântico, BCP e, desde há dois dias, o Sporting Clube de Portugal. A expansão passa pelo crescimento orgânico, explica o presidente, que não descarta vir a fazer aquisições: “Temos sido abordados por várias entidades que nos têm apresentado dossiers, a maior parte deles não terá interesse estratégico para nós, mas estamos neste momento a estudar um ou dois que nos parecem poder alavancar ainda mais o crescimento.”

Certo é, para já, o anúncio da estratégia de internacionalização. “Vamos anunciar que estaremos presentes no mercado angolano e em Moçambique até final de Outubro”, avança o presidente da Arko, explicando que em Angola a estratégia é firmar “uma parceria com empresários angolanos para colaborar activamente na gestão de uma empresa de segurança já existente”.

 

Fonte: Económico

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