Se guia um Audi ou um Volkswagen é bem provável que as óticas do seu carro tenham sido feitas em Cucujães, uma freguesia do concelho de Oliveira de Azeméis. A Aspock Portugal fabrica componentes de iluminação para o interior e exterior de automóveis. A maioria da produção é absorvida pelas construtoras alemãs, mas também exporta para Espanha, Itália e Japão.
Antes de ser adquirida pelo grupo austríaco Aspock, em 2007, a empresa fabricava componentes e moldes de plástico, atividade que exercia desde a fundação, nos anos 70. Agora está concentrada na produção de farolins e óticas. Este momento marca também um impulso no crescimento nomeadamente na investigação, em que conta com departamentos de física ótica e térmica. A especialização faz parte da estratégia da empresa que dotou a estrutura de recursos humanos especializados em áreas tecnológicas. O processo envolveu parcerias com universidades como a de Aveiro ou a do Minho.
A evolução da eletrónica e do design na iluminação automóvel beneficiou a empresa que se especializou na tecnologia LED, muito em voga no mercado. O investimento nesta área de negócio trouxe à Aspock Portugal vários contratos importantes permitindo ao administrador ter “uma perspetiva empresarial a oito anos”.
Domingos Pinto explica que o negócio “está orientado para as marcaspremium”, um segmento do mercado automóvel que tem conseguido manter-se à tona neste momento mais deprimido da economia. Dedicação que ajudou a empresa de Cucujães a “não sentir o impacto da crise”.
Para o administrador, as parcerias com os bancos são importantes, no entanto, “nos dias de hoje não são fáceis”. “O acesso ao crédito é complicado e nós enquanto empresa portuguesa, comparando com a concorrência estrangeira, temos mais dificuldade em aceder-lhe”, diz Domingos Pinto, que trabalha com a Caixa Geral de Depósitos há vários anos, “sem problemas”.
Neste momento, a vida da Aspock Portugal corre de vento em popa. A empresa atravessa uma fase de crescimento (8% no ano passado). A perspetiva para o futuro passa por consolidar este crescimento, duplicar a produção e reforçar a equipa nas engenharias de produto, eletrónica e térmica.
Fonte: Dinheiro Vivo