A Sofarimex, empresa do grupo Azevedos, é a maior produtora de medicamentos em Portugal e representa cerca de 30% do total da facturação do grupo.
Começou por ser uma “botica”: a botica Azevedo, reconstruída em 1775 no rescaldo do terremoto que assolou Lisboa e o Rossio. A fusão com outra farmácia com o mesmo nome deu origem ao grupo e à marca Azevedos. Se hoje passarmos pelo Rossio, mais concretamente pelo número 31 da Rua de Santa Justa, verificamos que do edifício da “botica” pouco ou nada resta, mas o grupo é um dos maiores do sector farmacêutico a operar em Portugal.
“Nos últimos quarto anos conseguimos ganhar 20 posições no ‘ranking’ do mercado farmacêutico português e estamos no top 50 das empresas que mais vendem em Portugal”, refere Dino Rosado, chefe nacional de vendas nos Laboratórios Azevedos.
Com participação em toda a cadeia do medicamento o grupo Azevedos nunca deixou de ser um negócio de família. “O facto de estarmos presentes em toda a cadeia do medicamento tem a vantagem de conseguirmos incorporar a necessidade, ou o melhoramento, em qualquer momento do processo logo que o identificamos”, diz António Pereira, director de marketing e business development da marca.
O grupo está dividido em quatro áreas chave: mercado ambulatório, produção, logística e internacional. Em 2014, a Sofarimex, a empresa que lidera a produção de medicamentos em Portugal, deve registar um volume de negócios de 25,7 milhões de euros, dos 130 milhões que o grupo prevê facturar. Já este valor compara com uma facturação de 127 milhões registada no ano passado.
Produzir em larga escala e abrir portas nos mercados internacionais sempre foi a opção do Azevedos como de estratégia de crescimento.
Actualmente, o grupo tem presença em mais de 44 países e as perspectivas de crescimento contribuíram para que a administração optasse por ampliar capacidade de produção da fábrica da Sofarimex em Queluz, nos arredores de Lisboa.
Os responsáveis do grupo estão conscientes que o Azevedos nasceu num país pequeno onde é mais difícil a aposta em investigação e desenvolvimento, facto que não tem impedido o grupo de fazer alguns investimentos na área. São cerca de um milhão de euros anuais para investigar novo produtos, em alguns casos com ajuda preciosa de parcerias.
“Não podemos fechar a porta à possibilidade de adquirir algo já feito por uma questão de racionalidade de custos. O grande desafio é correr o risco de desenvolver algo que, no final, pode não dar certo”, afirma o director de marketing e business development. Na área de investigação e desenvolvimento o grupo Azevedos conta com 30 colaboradores que estão actualmente a desenvolver cerca de oito produtos.
As mudanças que se operaram no sector da saúde e farmacêutico nos últimos anos em Portugal obrigaram à redefinição da estratégica, sobretudo da força de vendas. “Tivemos que reforçar e diversificar em função das necessidades da companhia”, acrescenta Dino Rosado.
Hoje o grupo Azevedos tem no seu portefólio mais de 650 produtos e uma base anual de produção total na ordem dos 76 milhões. Até 2008 tinha lançado 24 novos genéricos no mercado, de resto, uma das unidades de maior crescimento na casa. Cerca de 95% destes medicamentos são na área de cardiologia e sistema nervosos central, ficando os restantes 5% reservados aos analgésicos, antogripais, antipiréticos e antitússicos. “Nos próximos três anos vamos lançar cerca de 30 a 40 novos produtos genéricos. Sem ser genéricos também temos algumas inovações”, refere António Pereira.
Com 666 colaboradores o grupo Azevedos quer continuar a dar cartas no sector e a ambição é clara. “Nos próximos quatro anos esperamos ganhar mais 20 lugares no ‘ranking'”, antecipa Dino Rosado, chefe nacional de vendas nos Laboratórios Azevedos.
Metas para cumprir a médio prazo que podem ser o início de mais dois séculos de existência do Azevedos no mercado.
Fonte: Económico