Há agências do Novo Banco onde é dito que será feita a conversão em depósitos a um ano.
Alguns funcionários de balcões do Novo Banco estão já a adiantar aos clientes que o papel comercial por estes subscrito da ESI e da Rioforte vão ser convertidos em depósitos com “prazo de um ano”.
Segundo soube o Diário Económico junto de vários clientes, as agências mantêm a ressalva de que falta a ‘luz verde’ do Banco de Portugal (BdP) e a preocupação de que esta venha depressa, porque há emissões a vencer a breve prazo. Mas estão a adiantar esta como a solução a ser proposta aos clientes. Não se sabe, a confirmar-se este caminho, que condições serão associadas à compra do papel comercial e aplicação do capital nos referidos depósitos de um ano. Nomeadamente em termos de juros a pagar e condições de remuneração. Até porque em cima da mesa, quando surgiu a promessa da equipa de Vítor Bento de recompra do papel comercial, estava a hipótese de entrega do capital mas não dos juros.
Contactado o Novo Banco, fonte oficial esclarece que não chegaram ainda “quaisquer novidades da parte do Banco de Portugal acerca deste processo, pelo que não poderemos comentar quais as propostas antes de estarem devidamente validadas”. “Até porque não sabemos se irão sofrer alterações”, acrescentou. O Jornal de Negócios adiantou na semana passada que a conversão das aplicações feitas em papel comercial pelos clientes em depósitos a prazo terá sido uma das propostas feitas pelo Novo Banco ao supervisor, sendo uma entre outras soluções a serem avaliadas.
A hipótese de se avançar para uma solução que permita ganhar tempo terá, pelo menos, duas motivações relevantes. Por um lado, evita grandes impactos de liquidez de uma só vez. Por outro lado, com uma solução em que se adia a disponibilização do dinheiro, dá-se tempo para uma decisão menos impulsiva por parte dos actuais clientes quanto à manutenção, ou não, de conta no Novo Banco.
A capacidade de reter clientela será um factor de peso na valorização do Novo Banco como activo e, portanto, nas possibilidades de geração de receita no momento em que o mesmo venha a ser vendido.
Fonte: Económico