O ministro da Economia, António Pires de Lima, anunciou hoje que o Governo vai apresentar brevemente o modelo do prometido banco de desenvolvimento e que essa instituição estará em operação até ao verão de 2014.
“Muito em breve iremos apresentar o modelo para a instituição financeira de desenvolvimento. Será uma instituição muito importante para o financiamento e para a capitalização das nossas empresas”, afirmou o ministro da Economia, na Assembleia da República, durante o debate da proposta de Orçamento do Estado para 2014 na generalidade.
Pires de Lima acrescentou que essa instituição “actuará como entidade grossista, em parceria e em registo de complementaridade com a banca comercial, e estará em operação até ao verão de 2014 e em simultâneo com a activação dos primeiros fundos do quadro ‘Portugal 2020′”.
Na intervenção que fez durante este primeiro dia de debate orçamental, o ministro da Economia não repetiu a expressão “milagre económico”, que utilizou na terça-feira nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, falando antes em “viragem económica”.
“Os indicadores demonstram que a nossa economia está a mudar de sentido, de sinal negativo para sinal positivo, e essa é uma notícia que saudamos vivamente e de que esperamos confirmação relativa ao terceiro trimestre”, disse.
Ressalvando que a análise dos resultados económicos “recomenda ainda prudência”, Pires de Lima argumentou que “prudência é seguramente uma atitude diferente de negar a realidade”.
“Não reconhecer os sinais positivos que se baseiam na capacidade competitiva das empresas é desvalorizar e não reconhecer o extraordinário mérito dos empresários, dos gestores e dos trabalhadores – repito, dos trabalhadores – que têm conquistado quota de mercado no exterior”, considerou.
Segundo o ministro, a “viragem económica” em curso assenta na confiança dos agentes económicos e dos consumidores, na estabilização do consumo, no crescimento do sector do turismo e num “impulso de empreendedorismo”, para além da “grande evolução das exportações”.
O também dirigente do CDS-PP sustentou que há muitos anos Portugal não conhecia “uma energia empreendedora tão positiva”.
Quanto ao Orçamento do Estado para 2014, Pires de Lima advogou que a redução da despesa pública prevista na proposta do Governo PSD/CDS-PP é “a única via” para poder haver “menor carga fiscal amanhã” e compatibiliza a consolidação orçamental com “medidas concretas de incentivo à economia”.
No final do seu discurso, o ministro da Economia insistiu na importância de a reforma do IRC ser “aprovada, se for possível, por uma larga maioria no parlamento”.
“Estamos disponíveis para ouvir e estudar as propostas que os grupos parlamentares, nomeadamente do maior partido da oposição, mas não só, queiram apresentar em sede de especialidade e introduzir na proposta final os contributos que não prejudiquem os objectivos da reforma”, reiterou.
Fonte: Sol