Instituição grossista financia PME descapitalizadas ou com dificuldades de acesso aos mercados.

O banco de fomento, a instituição grossista que tem por objectivo colmatar as falhas de mercado no financiamento das PME, iniciará a sua actividade em 2015. A administração, que iniciará funções a 1 de Janeiro, terá como primeira tarefa encetar contactos com a banca comercial para articular posições, já que é através dela que fará chegar os apoios às empresas.

A Instituição Financeira de Desenvolvimento será presidida pelo economista Alberto Castro e por José Fernando Figueiredo, que exercerá as funções de vice-presidente. A restante equipa executiva é composta por Ricardo Luz, Elísio Brandão e Maria João Nunes. Já Richard Pelly, Eduardo Cardadeiro, Estela Barbot e Altina Gonzalez compõem a equipa não executiva.

“O objectivo do Governo é fazer um Banco Europeu de Investimento (BEI) à escala nacional”, disse ao Económico uma fonte próxima do processo. O banco, que terá um capital inicial de 100 milhões de euros (com possíveis reforços posteriores), vai gerir instrumentos financeiros com recurso a 1.500 milhões de euros de fundos comunitários, e assim financiar projectos de PME até um total de mil milhões de euros. A instituição vai integrar 12 sociedades, entre as quais a própria instituição a que José Fernando Figueiredo preside actualmente – a Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua.

O ministro da Economia, Pires de Lima, garantiu ao Económico que o banco estará “naturalmente” a funcionar a tempo de acompanhar a execução dos novos fundos do Portugal 2020 – a meta do Executivo é conseguir executar 5% dos 21 mil milhões de euros em fundos de coesão – e não considera que a Instituição Financeira de Desenvolvimento tenha “poucos fundos disponíveis”.

 

Fonte: Económico

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