Grupos espanhóis e brasileiros contactaram o supervisor para discutir condições de entrada no BES.

O Banco de Portugal (BdP) foi contactado por pelo menos cinco bancos internacionais potencialmente interessados em investir no BES, apurou o Económico.

Entre os bancos em questão estarão pelo menos duas instituições espanholas e uma brasileira. Segundo fontes financeiras, estes bancos terão sondado o supervisor quanto à possibilidade de comprarem participações no banco com a benção das autoridades portuguesas. Estes contactos exploratórios explicam as declarações do governador do BdP, Carlos Costa, no início da semana, sobre o potencial interesse de investidores em entrar no BES.

O jornal espanhol “El Economista” avança hoje um cenário inverso, noticiando que o Banco de Portugal terá contactado o Santander para o ‘convidar’ a estudar um investimento no BES. O jornal espanhol refere que também o BPI e o BCP “poderão” ter sido contactados pelo supervisor.

A entrada de novos investidores no capital do banco será crucial para reforçar os rácios de solvabilidade sem necessidade de recorrer à linha de capitalização do Estado. Tal como o Diário Económico noticiou, a nova administração do BES, liderada por Vítor Bento, está a preparar esta solução. Além de bancos estrangeiros, estarão a avaliar investimentos no BES fundos como o Apollo e KKR.

Numa nota de ‘research’ hoje divulgada, em reacção à notícia do “El Economista”, os analistas do BPI mostram-se cépticos quanto a uma solução deste género, numa altura em que não se conhece a verdadeira extensão dos problemas associados à exposição do BES às empresas do Grupo Espírito Santo.

“Apesar de acreditarmos que o regulador pode estar a explorar todas as opções para assegurar uma rápida solução, consideramos improvável que o Santander (ou outro banco qualquer) possa estar interessado em adquirir ou fazer uma fusão com o BES até que haja maior visibilidade sobre as potenciais perdas provenientes da exposição ao GES e à unidade de Angola”, refere a nota de ‘research’.

Adiantou: “Embora tal incerteza possa ser superada com um esquema de protecção de activos, consideramos improvável que as autoridades possam estar a ponderar tal cenário nesta fase”.

Questionada pelo Diário Económico, fonte oficial do BdP não fez comentários.

 

Fonte: Económico

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