O banco francês vê como “provável” que Portugal necessite de negociar um programa europeu de apoio nos mercados no final do segundo trimestre de 2014. Mas a retirada dos estímulos da Fed pode acelerar as negociações.
O BNP Paribas diz que “Portugal não deverá necessitar de um segundo programa total de resgate assim que este programa acabar, no segundo trimestre de 2014, desde que continue a receber o apoio explícito por parte da Europa”.
“No entanto, devido às fracas perspectivas orçamentais e de crescimento, terá provavelmente que pedir pelo menos uma linha de crédito cautelar ao Mecanismo Europeu de Estabilidade”, afirma o economista Ricardo Santos, em Londres.
O economista calcula que o programa envolverá 15 mil milhões de euros para o primeiro ano e que tornará Portugal elegível para a possível intervenção do BCE na compra de obrigações do Tesouro no mercado secundário, onde os investidores transaccionam entre si títulos existentes.
O BNP Paribas, que já no início do ano considerava que Portugal necessitaria de um apoio adicional após o final do programa, diz que “é difícil prever quando Portugal começará a negociar esta linha de crédito” mas acredita que “o governo português provavelmente gostaria de adiar quaisquer discussões públicas para o final do programa”. “No entanto, os receios do mercado sobre a possível calibragem dos estímulos da Fed poderá acelerar estas discussões”, diz Ricardo Santos.
O Comissário Europeu Olli Rehn disse esta semana que “sem entrar em detalhes excessivos, quero sublinhar que estamos em conjunto com os respectivos governos a preparar uma saída bem sucedida dos programas da UE-FMI de reforma económica e ajustamento orçamental para Irlanda e Portugal”, afirmou o comissário europeu para os assuntos económicos e monetários.
“Estamos actualmente a avaliar que tipo de acordos cautelares podem ser necessários ou úteis para assegurar que a saída do programa será uma história de sucesso” para ambos os países, acrescentou.
Fonte: Negócios