A Comissão Europeia manteve a previsão de um crescimento de 0,8% para economia portuguesa em 2014, não obstante ter revisto em ligeira baixa, para 1,1%, a previsão de evolução do PIB conjunto da Zona Euro. Mas diz que é preciso esperar para tirar conclusões mais definitivas sobre a consistência do crescimento económico e sobre a durabilidade do aumento do emprego.
A Comissão Europeia manteve nesta terça-feira, 5 de Novembro, praticamente inalteradas as previsões macroeconómicas para Portugal, que haviam sido melhoradas pela troika no rescaldo da última avaliação ao programa de assistência financeira e que serviram de base à proposta de Orçamento do Estado para 2014.
As Previsões de Outono antecipam que o PIB recuará 1,8% neste ano, no que será o terceiro ano consecutivo de contracção, e confirmam a probabilidade do regresso do crescimento à economia portuguesa no próximo ano, com Bruxelas a prever uma variação positiva do PIB de 0,8%, não obstante ter revisto em ligeira baixa, de 1,2% para 1,1%, a progressão média na Zona Euro, destino do essencial das exportações nacionais. Para 2015, a Comissão projecta uma aceleração do crescimento da economia portuguesa para 1,5%, permanecendo, porém, o país ainda em divergência face à Zona Euro, que deverá registar um crescimento médio de 1,7%.
A Comissão Europeia diz que os dados macroeconómicos do segundo trimestre deste ano “surpreenderam” pela positiva mas foram “em grande medida” influenciados por factores não repetíveis, o que recomenda cautela. Ainda assim, atesta que os mais recentes indicadores suportam a ideia de que a actividade económica vai dar a volta e começar a crescer de forma mais consistente no final deste ano. As exportações líquidas deverão continuar a ser o principal motor de crescimento, mas a contribuição do comércio externo e da procura interna passará ser progressivamente mais equilibrada, sobretudo a partior de 2015.
Embora as perspectivas apontem para uma progressiva melhoria, também em relação à evolução do mercado de trabalho é preciso manter uma avaliação prudente, com Bruxelas a fazer notar que “o turismo e a agricultura foram os principais sectores que contribuíram para a expansão do emprego no segundo trimestre de este ano, o que levanta questões acerca da sua durabilidade”. A taxa dedesemprego não deverá atingir os mais de 18% que se chegaram a prever na Primavera, mas deverá continuar a subir de 17,4% em 2013 para em 17,7 % em 2014, antes de começar a cair para 17,3% em 2015.
Fonte: Negócios