Empresa da família Espírito Santo e da Têxtil Manuel Gonçalves especializou-se em espumantes ‘premium’.
A Caves Transmontanas, produtora de espumantes ‘premium’ da família Espírito Santo e do grupo Têxtil Manuel Gonçalves, acaba de lançar no mercado dois novos espumantes que visam conferir mais valor acrescentado ao negócio. São apenas 450 garrafas de Vértice Pinot Noir e três mil de Vértice Chardonnay que se estrearam no mercado, numa aposta de espumantes de “qualidade” e produzidos com base numa só casta (como indica o nome), adianta Pedro Guedes, enólogo da Caves Transmontanas.
Este ano, o volume de vendas da empresa deverá atingir os 500 a 600 mil euros. Segundo Celso Pereira, gerente e enólogo da Caves Transmontanas, “há um decréscimo nas vendas, mas o preço médio subiu”. O responsável adianta que a estratégia passa pelo “aumento de valor” do produto. A empresa é especializada na produção de espumantes ‘premium’, todos brutos – pois o açúcar pode mascarar falta de qualidade -, e tem em Portugal o seu principal mercado.
Como refere Pedro Guedes, 80% das vendas são garantidas no País e 20% é obtido no exterior. Brasil, EUA e Bélgica são os principais destinos externos dos espumantes da Caves Transmontanas. A grande distribuição garante 60% das vendas, sendo que os canais tradicionais (restaurantes, garrafeiras) asseguram o remanescente.
A empresa está centrada na produção de pequenas séries, sendo o espumante Vértice Special Cuveé a marca mais reconhecida no mercado e a que tem uma maior produção – 100 mil garrafas por ano, quase exclusivamente vendidas em Portugal. De acordo com Pedro Guedes, a Caves da Montanha produz ainda o Vértice Millesime (12 mil garrafas/ano) e o Vértice Gouveio (seis mil garrafas), para “um consumidor mais conhecedor”. Para completar o portfólio, a empresa apresenta ainda o Vértice Rosé. Os preços de venda ao público variam entre os 13 e os 90 euros. Em stock, a empresa tem cerca de 500 mil garrafas.
Sem propriedades vinícolas próprias, a Caves Transmontanas trabalha com 23 viticultores da região do Douro, que acompanha desde a viticultura até à garrafa na prateleira, sublinha Pedro Guedes. A adega é própria. A empresa surgiu nos finais da década de 80, fruto de um projecto de um duriense e da casa de espumantes norte-americana Schramsberg, que abastece a Casa Branca desde os anos 50. A empresa norte-americana introduziu no Douro um novo processo de viticultura e um estilo Novo Mundo (dos novos países produtores de vinho, como é exemplo os EUA). A Schramsberg acaba por sair do capital da empresa e depois de dois aumentos de capital o grupo Têxtil Manuel Gonçalves passou a ser o accionista maioritário, com 56%, seguindo-se a família Espírito Santo com mais de 30%.
Fonte: Económico