Empresas têm de procurar captar os clientes que ainda não adoptaram as compras online. Consultora BCG defende que é preciso ultrapassar barreiras.

O negócio do comércio electrónico ainda tem muito espaço para crescer em Portugal mas é preciso que as empresas procurem eliminar as barreiras que afastam o consumidor deste tipo de alternativa. Em Portugal, onde o recurso a ‘e-commerce’ ainda é residual, o crescimento deverá ser entre 3% a 5% até 2018, segundo as estimativas de um estudo da Boston Consulting Group (BCG).

“O ‘e-commerce’ está a crescer mas é preciso perceber como se vão eliminar as barreiras para comprar online”, diz, em entrevista telefónica ao Diário Económico, Bas Van Heel, director da BGC. “Nos países mais maduros, como o Reino Unido e a Dinamarca, essas barreiras estão resolvidas mas em países como Portugal ainda não se está nesse ponto”, acrescentou. Por isso mesmo, a previsão de crescimento para mercados como o Reino Unido é de que o ‘e-commerce’ passe de 10% a 20% até 2018, enquanto em Portugal esse crescimento será, no máximo, de 5%.

O consultor – que está hoje em Portugal a apresentar algumas conclusões sobre o tema na conferência internacional “Crescer com e-commerce”, promovida pela Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa (AICEP) e pelos CTT – refere que as barreiras a eliminar passam por “explicar e melhorar as formas de pagamento pela Internet, resolver a questão logística da entrega, em que as pessoas têm de esperar em casa pela encomenda, introduzindo uma segunda ou terceira entrega e a questão do preço da entrega”, exemplifica Bas Van Heel.

O consultor lembra ainda que é preciso olhar para a concorrência para “apostar nos consumidores que ainda não estão a utilizar o comércio electrónico. Se há 3% que já utiliza então temos de competir pelos outros 97% e não pelos 3% que já usam o serviço. É preciso segmentar em categorias e em tipos de consumidores de forma a criar oportunidades para as empresas”, conclui.

 

Fonte: Económico

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