As insolvências na fileira da construção e imobiliária, campeã das falências em Portugal nos últimos anos, a par do comércio, diminuíram 17% em 2013 face ao ano anterior. Para a AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas estes números demonstram uma “evolução ainda mais favorável” que a registada para o conjunto da economia portuguesa, e que obteve uma melhoria nestes indicadores de 9,7%.

As insolvências afetaram 1.396 construtoras e imobiliárias – no todo da economia nacional atingiram 5.670 empresas -,  sendo que os encerramentos totais na fileira atingiram sete mil empresas, um “número significativo”, reconhece a associação, mas “muito inferior” aos 13 mil casos do ano anterior. Esta performance mostra que a fileira, a exemplo do que se passa no resto da Europa, “está a dar o seu contributo para o ténue processo de recuperação económica e de captação do investimento que a economia começa a apresentar”, diz a AICCOPN. Mas alerta: “Persistem riscos e obstáculos importantes que cabe, agora, ao Governo eliminar”.

A associação destaca, ainda, que “estes primeiros sinais de estabilização e de inversão da quebra de atividade do setor” – fruto, acredita, da concretização de medidas consagradas no ‘Compromisso para a Competitividade Sustentável do Setor da Construção e Imobiliário’ – não só “atestam, de forma clara, que o processo de ajustamento do setor se encontra, há muito, concluído”, mas sobretudo “comprovam o esforço” do tecido empresarial para suster os efeitos da “prior crise de que há registo nesta atividade” e que se traduziu até 2013, em “doze anos consecutivos de perda”,  com uma quebra “real e acumulada” de 54% da sua produção, desde 2002.

No comunicado, a associação considera que “é a vez”, agora, do Governo “criar as condições para que este esforço não seja em vão e que a tendência de crescimento verificada nos últimos meses de 2013, para a qual foi essencial o papel do setor, se possa consolidar de forma definitiva”.

Para isso, há que, defende, executar as restantes medidas previstas no Compromisso, que “podem significar a recuperação, até ao final do ano, de 70 mil postos de trabalho, ou seja, metade do impacto esperado com a adoção quando da assinatura do protocolo.

“Nos últimos nove meses, o número de desempregados inscritos na construção reduziu-se em 17%, isto é, representa menos 29 mil registos no IEFP, o que constitui mais um sinal de que este constitui um objetivo que está ao alcance do País”, sublinha a AICCOPN.

Fonte: Dinheiro Vivo

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