A construtora Ramos Catarino anunciou ter recorrido ontem ao PER – Processo Especial de Revitalização, para evitar a falência da empresa.
A Ramos Catarino decidiu avançar para o PER “de forma a reestruturar a empresa e acautelar os interesses dos seus clientes e fornecedores, mas também dos seus colaboradores”, explica Vítor Catarino, presidente do conselho de administração da Ramos Catarino, num comunicado hoje divulgado.
No mesmo documento, Vítor Catarino acrescentou que, embora este processo tenha algumas consequências no curto prazo para os fornecedores e colaboradores, “também permite evitar que a situação económico-financeira se degrade, garantindo, atempadamente, o equilíbrio e a sustentabilidade da empresa”.
O presidente do conselho de administração da Ramos Catarino sublinhou também que esta medida não irá afectar as obras que a construtora tem em curso e outras que entretanto venham a ser adjudicadas à Ramos Catarino, tanto em Portugal, como em outros países em que está a intervir.
Vítor Catarino acrescentou que o PER agora solicitado não vai também afectar o normal funcionamento das outras empresas participadas do Grupo Catarino.
A situação da Ramos Catarino é mais um exemplo das graves dificuldades financeiras que têm afectado construtoras de média ou grande dimensão em Portugal nos últimos anos, como a Edifer, A. M. Mesquita, Novopca, Monte Adriano, Hagen ou Britalar, entre outras.
A Ramos Catarino fechou o ano passado com uma facturação de 48,5 milhões de euros, empregando 191 colaboradores.
A construtora Ramos Catarino tem mais de três décadas de experiência. Tentou resistir à crise, fidelizando a base de clientes internos e iniciando em 2007 um processo de internacionalização para Espanha, França e Reino Unido.
O Grupo Catarino tem 64 anos de actividade, com origem e sede actual nas imediações de Cantanhede, actuando com empresas participadas nos sectores da construção, interiores (residencial e hotelaria) e fileira florestal.
Fonte: Económico