A líder mundial do sector da cortiça quer desenvolver novos produtos e ganhar maior eficiência na área fabril.

A Corticeira Amorim tem em curso um projecto de investimento da ordem dos 74 milhões de euros, que visa o desenvolvimento de novos produtos à base de cortiça, a aquisição de novos equipamentos produtivos e uma maior eficiência energética. O projecto, que será integralmente aplicado em Portugal, já foi aprovado pelo BEI (Banco Europeu de Investimento), que irá financiar a proposta em 35 milhões.

O objectivo central da líder mundial do sector da cortiça é diversificar a produção dos produtos de cortiça, sendo que para o atingir propõe-se trabalhar em conjunto com universidades e centros de investigação portugueses e da União Europeia. A empresa liderada por António Rios Amorim irá também investir no incremento da eficiência produtiva e admite que essa medida poderá levar à extinção de alguns postos de trabalho.

A introdução de novos equipamentos produtivos irá ter impacto nomeadamente nos postos de trabalho relacionados com a supervisão e classificação manual das rolhas de cortiça, lê-se no documento do projecto de investimento disponível no sítio do BEI. A Corticeira Amorim admite que a perda destes postos de trabalho será compensada pela criação de emprego altamente qualificado na área do desenvolvimento e manutenção dos equipamentos a instalar.

O projecto tem ainda uma componente de eficiência energética e ambiental. A aplicação do investimento contribuirá para a redução dos desperdícios de cortiça, que serão aproveitados para o fabrico de novos produtos, e para a diminuição das perdas térmicas e de ruído.

O Diário Económico procurou obter mais detalhes do investimento junto da Corticeira Amorim, mas fonte oficial da empresa escusou-se para já a avançar com pormenores. No comunicado dos resultados semestrais, a empresa avança que está a realizar “importantes investimentos em novas tecnologias com vista ao relançamento do negócio de cortiça com borracha”, o que irá implicar a transferência desta linha de produção de Corroios para Mozelos.

A inovação tem constituído uma forte aposta da empresa. No ano passado, a Corticeira Amorim anunciou um novo sistema de embalagem para vinhos, que permite a utilização de rolhas de cortiça em garrafas de vidro dispensando a abertura do habitual saca-rolhas. A rolha Helix, como foi denominada, foi desenvolvida em parceria com a Owens Illianois e implicou um investimento de quatro milhões.

No primeiro semestre deste ano, a Corticeira Amorim apresentou um lucro de 18,4 milhões, um crescimento de 11,3% face ao mesmo período de 2013. A empresa registou vendas de 289 milhões na primeira metade do ano, mais 2,6%.

 

Fonte: Económico

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