Nuno Rangel está profundamente integrado no grupo e sucederá ao seu pai na liderança.
Além dos resultados favoráveis que está a conseguir em 2014 e das perspectivas de crescimento para o próximo exercício, Eduardo Rangel diz que o ano de 2013 também “foi bastante positivo para nós”.
“Temos atravessado a crise com alguma tranquilidade e resistência. Tínhamos iniciado a internacionalização em 2006 antes de ter surgido a crise e isso deu-nos alguma consistência para resistir”, assegura o presidente do grupo. No ano passado, o Grupo Rangel cresceu 14% em facturação, para 136 milhões de euros.
“Mesmo em 2010 e em 2011, que foram os nos anos mais difíceis, tivemos sempre resultados positivos, embora mais baixos. Em 2013, tivemos próximos dos cinco milhões de euros de lucros, que não é o ideal, mas é muito bom”, defende o responsável. Dos 136 milhões de euros de facturação no ano passado, a vertente de internacionalização do Grupo Rangel já valeu cerca de 15%, “sobretudo através da nossa presença nos mercados de Angola e Moçambique, mas também do Brasil, que já teve algum efeito, mas ainda não muito”.
“O ano de 2013 foi relativamente tranquilo para nós porque não houve nenhuma surpresa. Tudo o que surgiu estava devidamente orçamentado”, diz. Desde há vários anos, o Grupo Rangel decidiu definir os negócios por áreas, por ‘clusters’ de actividade, para criar mais especialização por sectores menos críticos em tempos de crise.
Mesmo assim, com a recessão, o grupo reduziu parte da actividade com as ilhas dos Açores e da Madeira. Mas Eduardo Rangel sublinha que “ao longo deste período de crise e de ‘downsizing’ das empresas, não despedimos ninguém com esse critério”.
“Contratámos mais de 200 pessoas nos últimos três anos. Este ano, devemos estar com 54 pessoas a mais que no ano passado. Da nossa parte, não contribuímos para a crise, nem para o desemprego. E isso é um orgulho para as pessoas que cá trabalham porque é sempre bom trabalhar numa empresa que não contribui para o desemprego e que, além disso, está continuamente a reforçar a organização com novos quadros”, garante.
Além do crescimento, da especialização e da superação da crise, Eduardo Rangel tem preparado de forma serena a sua sucessão à frente do grupo. “O meu filho, Nuno Rangel, será o futuro CEO do grupo Rangel”, revela o responsável em primeira mão.
“Estamos a redefinir um novo projecto empresarial para que ele possa liderar o grupo com mais tranquilidade. Ele terá uma equipa com elementos jovens, e bastante bem preparados. Vamos criar uma direcção só para os negócios internacionais”, explica Eduardo Rangel.
À medida que o grupo vai crescendo na vertente internacional, terá de criar estruturas para acomodar essas mudanças. “É um trabalho que já se faz no Grupo Rangel há já alguns anos, mas que vai ter de continuar a fazer-se”, avisa Eduardo Rangel, que considera que “para liderar o Grupo Rangel não basta só a formação académica, é preciso mergulhar na actividade do grupo e ele
Sobre os seus projectos futuros no grupo Eduardo Rangel é peremptório: “Eu ficarei mais na posição de ‘chairman’, mais para contactos com grandes clientes e parceiros, e no apoio à estratégia, sem estar tanto ligado á actividade do dia-a-dia, enquanto ele ficará com a posição de CEO, ligado mais directamente à actividade operacional do Grupo Rangel.
Fonte: Económico