Taxa de desemprego caiu para mínimos de 2011, ao mesmo tempo que a população activa e o emprego aumentaram.
A taxa de desemprego em Portugal recuou para 13,9% da população activa, mostram os dados divulgados há momentos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). É o valor mais baixo desde o terceiro trimestre de 2011.
Ou seja, o desemprego caiu para níveis semelhantes ao do primeiro trimestre imediatamente após a chegada da ‘troika’ a Portugal. A economia nacional conta agora com 728,9 mil desempregados,menos 59,2 mil do que no primeiro trimestre deste ano e menos 137,4 mil do que há um ano.
A taxa de desemprego jovem também voltou a recuar, depois de uma ligeira subida nos primeiros três meses do ano, situando-se agora em 35,6%. E a taxa de desemprego de longa duração, ou seja, o número de pessoas à procura de emprego há mais de 12 meses, caiu duas décimas, para 9,4%.
Os dados do INE mostram ainda que a população activa subiu 0,5% em cadeia no segundo trimestre, algo que não acontecia desde o terceiro trimestre do ano passado – em termos homólogos, recuou 0,9% -, sugerindo que o recuo no desemprego está, neste momento, menos associado à emigração e mais à criação de emprego.
Nesse sentido, aliás, o INE confirmou a interrupção de um período de quase dois anos consecutivos de quebras no emprego – com excepção do último trimestre do ano passado -, indicando que a população empregada em Portugal aumentou 2% em termos homólogos e 2% em cadeia entre Abril e Junho. Ou seja, no segundo trimestre foram criados 87,7 mil postos de trabalho na economia nacional.
O sector dos serviços foi o sector de actividade responsável pelo maior número de postos de trabalho criados em termos homólogos e o maior aumento de emprego deu-se na faixa etária entre os 35 e os 44 anos. Já em cadeia o sector que criou mais emprego foi a agricultura e a faixa etária com maior aumento foi a dos 65 e mais anos – houve também um aumento dos trabalhadores familiares não remunerados -, sugerindo que, entre o primeiro e o segundo trimestres, o número de pessoas em idade de reforma a trabalhar disparou.
Os números do INE deixam mais alguns pontos positivos, como o aumento do número de pessoas empregadas com curso superior e a subida do emprego com horário de trabalho completo. No entanto, também há dados negativos: o desemprego para quem está à procura do primeiro emprego ainda está a aumentar (3,4% em cadeia), o que significa que os recém-licenciados continuam com dificuldades à saída da faculdade.
Fonte: Económico