Há um ano, mais de milhão e meio de pessoas saíram às ruas no dia da Catalunha (‘Diada’) para formar um cordão humano de 400 km a favor da independência da região.

Hoje, a adesão à Diada dará um sinal da vontade catalã em prosseguir com o referendo à independência, a 9 de Novembro, num desafio frontal a Madrid, que nem quer ouvir falar do assunto.

A reviravolta nas sondagens na Escócia – que até ao início deste mês apontavam para a maioria clara do ‘não’ à independência – tem aquecido os movimentos separatistas dentro da União Europeia, apesar das ameaças do mundo financeiro e político. Até a Comissão Barroso, agora de saída, avisou que um país que prefere a independência, deixa no dia seguinte a União Europeia ainda que quer a Catalunha, quer a Escócia tenham reiterado o interesse em continuar no clube europeu. “Isto é completamente diferente das legislativas. Não é uma decisão sobre os próximos cinco anos, mas sim uma decisão sobre o próximo século”, alertou ontem o primeiro-ministro britânico a uma semana do referendo escocês (18 de Setembro).

David Cameron esteve ontem pela primeira vez na Escócia a fazer campanha pelo ‘não’, apesar de ser muito pouco popular na zona. O partido conservador ‘tory’ elegeu apenas um deputados entre os 59 que formam o parlamento de Edimburgo. “Ficaria de coração partido se esta família de nações se separasse”, disse ainda Cameron. Um dia antes tinha formado uma coligação de pânico com os outros dois partidos – liberais e trabalhistas – quando percebeu que é real o cenário do fim de uma união de 307 anos. O ‘sim’ e ‘não’ estão empatados nas sondagens e os nacionalistas vivem o auge da campanha.

A possibilidade de o referendo na Escócia contaminar a deriva independentista catalã pressionou a dívida soberana espanhola no início desta semana.

Fonte: Económico

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