Um francês e quatro norte-americanos parecem liderar a corrida para vencer o Nobel da Economia. Mas pode haver surpresas até à próxima segunda-feira, data da divulgação.

Os contributos para a teoria de destruição criativa de Peter Schumpeter na primeira metade do século passado podem valer o Nobel da Economia ao francês Phillippe M. Agnion (Universidade de Harvard) e a Peter W. Howitt (Universidade de Brown). O par definiu esta teoria num modelo qualitativo que destaca o papel da competição, das dinâmicas das empresas, a relação entre crescimento e desenvolvimento e o impacto de longo prazo das mudanças tecnológicas.

Esta é uma das apostas da ScienceWatch, uma consultora da Thomson Reuters que, para prever o Nobel, utiliza um modelo que considera, entre outras variáveis, a popularidade dos “papers” entre a comunidade científica. Entre os economistas mais citados segundo esse critério, dez foram já premiados pela Academia sueca.

William J. Baumol e Israel M. Kirzner também parecem ser candidatos com os seus estudos sobre a importância do empreendedor como força motriz do desenvolvimento económico. Estes académicos da Universidade de Nova Iorque destacaram-se no início da segunda metade do século passado, numa altura em que a teoria microeconómica relevava os preços e as empresas no mercado e secundarizava o papel do agente da inovação, o empreendedor.

Outra hipótese é Mark S. Granovetter, pioneiro na sociologia económica. O perito da Universidade de Stanford introduziu o conceito inovador de “embeddedness” para contrariar a pouca ênfase dada às relações sociais nas transacções económicas.

 

Fonte: Económico

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