Os lucros da Galp caíram 21% até setembro deste ano e uma das razões foi a provisão que fizeram a “uma grande empresa” em dificuldades financeiras, da qual não quis revelar o nome.


“Há um cliente muito grande que está em dificuldades e que tanto a Galp como a banca acham que a dívida pode ser reestruturada e é nisso que estamos a trabalhar”, explicou o administrador financeiro da empresa, Filipe Silva, ontem na apresentação dos resultados dos nove meses do ano.

Mas essa grande companhia não está sozinha. “Na refinação e distribuição temos grandes provisões devido a incobráveis, na área comercial. Infelizmente temos muitas empresas portuguesas em dificuldades e isso obriga-nos a incluí-las no nosso balanço”, disse o presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira, na mesma ocasião.

Em consequência, as provisões para clientes de cobrança duvidosa na área da refinação e distribuição passou de 18 para 39 milhões de euros, segundo as contas da empresa ontem divulgadas ao mercado

A penalizar o resultado líquido, explicou ainda Ferreira de Oliveira, estiveram ainda uma série de amortizações que a empresa teve de fazer no terceiro trimestre e que ainda terá de fazer até ao final do ano.

“Na área de exploração de petróleo, temos amortizações a fazer no Brasil por causa do navio plataforma Cidade de Paraty e no campo de Kuito em Angola, que terá de ser totalmente amortizado este trimestre porque há uma possibilidade do poço ser encerrado em 2014”, disse, acrescentando ainda que a Galp tem “amortizações recorrentes” por causa dos investimentos realizados nas refinarias de Sines e Matosinhos.

Mas a principal causa para a quebra de 21% foi mesmo o recuo de 11% nas margens de refinação.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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