Em 2011, existiam em Portugal 5289 filiais de empresas estrangeiras.

As 5289 filiais de empresas estrangeiras que existiam em Portugal em 2011, representando cerca de 1,5% das sociedades não financeiras, foram responsáveis por quase 20% do valor acrescentado bruto (a preços de mercado) gerado por estas, revelou esta sexta-feira o INE.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que mais de 75% das filiais estrangeiras tinham o seu centro de decisão num país da União Europeia (UE), com a Espanha a liderar a origem do controlo do capital, quer em termos de número de filiais (26%) quer em termos de contributo para o valor acrescentado bruto a preços de mercado (VABpm) total gerado por estas, que ascendeu a 16,1%.

As filiais de empresas estrangeiras correspondiam a apenas 3,9% do número total de empresas exportadoras de bens em 2011, mas concentravam quase um terço do valor global exportado (32,1%).

Segundo o INE, os países da UE dominavam as transacções destas empresas com o exterior, sendo os veículos e outro material de transporte o principal grupo de produtos exportado, com um peso de 29,4%), assumindo assim uma maior preponderância face à totalidade das empresas exportadoras (2ª posição, peso de 12,9%).

As 5 289 filiais estrangeiras empregavam mais de 12% do pessoal ao serviço.

Destaque ainda para o contributo das filiais estrangeiras para o total de despesas internas em investigação e desenvolvimento (I&D), da ordem dos 37%.

Os dados do INE referem que apenas 6,2% das filiais estrangeiras eram grandes empresas, ainda assim, com um contributo decisivo para os principais indicadores económicos, empregando 66,3% das pessoas ao serviço e realizando mais de 60% quer do volume de negócios quer do VABpm gerados pelas filiais estrangeiras em Portugal.

As empresas de grande e média dimensão foram as que mais contribuíram para o investimento em activos fixos tangíveis, 50,5% e 30,8%, respectivamente.

Quanto à distribuição sectorial das filiais estrangeiras, mais de 73% concentravam-se nos sectores do Comércio e Serviços, sendo o sector da Construção aquele com o menor número de filiais estrangeiras (6,5%).

O sector da Indústria, concentrando 20% do total das empresas controladas por capitais estrangeiros, foi o que mais contribuiu para o VABpm gerado (35,0%).

Cada filial estrangeira empregava em média 65,7 pessoas, sendo que as empresas de menor dimensão se concentravam no sector do Comércio (45,3 pessoas por empresa) e as de maior dimensão no sector da Indústria (96,1 pessoas por empresa).

Fonte: Público

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