A primeira barreira para a entrada no mercado chinês está ultrapassada. É desta forma, com expectativa e realismo, que os empresários e gestores que estão em Pequim no quadro da EDP Partners classificam as reuniões ‘one-to-one’ com as suas congéneres que são fornecedoras da China Three Gorges, a empresa que tem a maior participação accionista da eléctrica nacional.

A gestão das expectativas neste tipo de missão é fundamental, reconhece um quadro superior da EDP. De acordo com os números oficiais da companhia, estiverem em Pequim 45 empresas portuguesas e 49 empresas chinesas, envolvendo 140 pessoas no total. E foram realizadas 127 reuniões bilaterais.
Ninguém esperava por negócios fechados nesta missão, a maioria de carácter privado à China. Ainda por cima, há alguns meses, a EDP realizou uma missão semelhante ao Brasil com uma perspectiva de resultados mais rápida, por razões óbvias. No caso da China, a escala é uma oportunidade, mas é sobretudo um obstáculo gigantesco para as pequenas e médias empresas nacionais. A possibilidade de entrarem de mãos dadas com a EDP e beneficiarem da posição accionista da CTG, que abriu portas e trouxe, também, os seus próprios fornecedores. “Agora, é tempo de se fazer o trabalho de casa depois destas reuniões e não desistir ao primeiro obstáculo”, confidenciava ao Diário Económico um empresário presente nesta missão, que pediu o anonimato.
Uma das virtudes desta missão é a sua diversidade sectorial. Da área financeira à indústria e metalomecânica e engenharia, das tecnologias de informação ao marketing e organização de eventos, há de tudo. A Cabelte, a DST, a Activism e a Everything is New, a MOP e o BES ou a Profabril são alguns exemplos de empresas que estiveram à mesa dos encontros. Não só dos profissionais, mas também dos sociais porque, na China, os jantares são também oportunidades para a troca de impressões e de muitos cartões de visita.
Na parte da manhã, os responsáveis da EDP e da CTG explicaram aos gestores e empresários presentes nesta missão a história passada e os planos futuros das duas companhias, numa espécie de guia de oportunidades de negócio para os próximos anos. E, no caso das empresas portuguesas, ficaram a saber, esta semana, que o Governo daquele país fixou os 7% como meta anual mínima de crescimento, quer do ponto de vista económico e financeiro, quer político. Este ano, a previsão do Governo aponta para uma evolução do PIB de 7,5%.
Os empresários e gestores portugueses ficaram a saber que o país prepara-se para uma nova fase de reformas económicas, que serão discutidas nas próximas semanas no congresso do partido comunista, mais um passo para a abertura da economia às empresas internacionais.

 

Fonte: Económico

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