A construtora do GES recorreu à CGD e ao BCP para conseguir as garantias bancárias necessárias para assegurar a construção de um lanço do Túnel do Marão, como noticia hoje o Económico.
A Estradas de Portugal (EP) confirmou hoje que a Opway, do Grupo Espírito Santo (GES), apresentou “uma caução” por “depósito em dinheiro” que
permite assegurar a construção do acesso poente ao Túnel do Marão.
O Económico noticia, na edição de hoje, que a CGD e o BCP foram os bancos que avançaram com os valores para prestar as garantias bancárias exigidas pela EP para a conclusão do Túnel do Marão. É que a garantia bancária avançada pelo antigo BES perdeu o seu valor.
Em causa estão 10 quilómetros da Autoestrada do Marão, cuja construção está parada há três anos. A obra foi adjudicada à Opway por 29,5 milhões de euros.
Fonte da EP disse hoje à Lusa que, “perante os factos relevantes entretanto surgidos sobre o grupo empresarial onde se integrava a empresa vencedora, a EP, no mais curto prazo que a lei lhe permite, solicitou alguns documentos complementares que foram entregues dentro do prazo legal”.
A caução, segundo a EP, “foi prestada por depósito em dinheiro e os documentos estão agora a ser analisados”.
A empreitada para a construção do sublanço de ligação do Túnel do
Marão a Parada de Cunhos foi adjudicada em Julho ao consórcio Ferrovial e Lena, tendo o contrato sido de imediato enviado para Tribunal de Contas para obtenção de visto prévio.
A obra de conceção/construção do Túnel foi entregue ao consórcio Teixeira Duarte e EPOS tendo o respetivo contrato também já sido remetido para o Tribunal de Contas.
Estas adjudicações representam um investimento total de 146,4 milhões de euros o que representa uma poupança de 57,6 milhões de euros face às estimativas iniciais.
A EP prevê que as obras arranquem em Setembro.
Fonte: Económico