A Entidade Reguladora da Energia vai estudar os benefícios económicos da adopção dos contadores inteligentes de electricidade. Só com um estudo que ateste os benefícios para os consumidores é que a decisão será tomada.
A ERSE – Entidade Reguladora para o Sector da Energia vai estudar até Maio de 2014 os benefícios da adopção dos contadores inteligentes de electricidade de forma progressiva. Essa análise vai ser feita de dois em dois anos até que se conclua que há justificação económica para substituir os actuais condadores pelos novos.
A opção é determinada numa portaria publicada esta segunda-feira, 22 de Julho, em Diário da República, que entra em vigor terça-feira.
Neste momento considera-se que ainda não há resultados que permitam avançar para essa substituição. “Os resultados da análise efectuada apresentam alguma volatilidade face à actual conjuntura económica e financeira do país”, por isso, “importa acompanhar a evolução dos diferentes pressupostos tomados em consideração na avaliação efectuada, bem como adequar a metodologia utilizada a esta realidade”.
De acordo com a portaria, “a instalação de contadores inteligentes está dependente da existência de um benefício líquido positivo para o sistema elétrico nacional (SEN) em resultado de tal substituição”. Esclarece-se ainda que o benefício líquido deve ser ponderado nomeadamente em relação ao cliente final.
Na portaria, que especifica os requisitos técnicos dos contadores inteligentes, determina-se ainda que os recursos a fundos nacionais ou comunitários não reembolsáveis ou reembolsáveis a taxas mais favoráveis devem ser privilegiados para realizar a mudança progressiva de contadores. Por outro lado, “os benefícios decorrentes da utilização desses fundos previstos devem ser obrigatoriamente reflectidos nos clientes finais, nomeadamente através da redução das tarifas”.
Nesta fase concluiu-se no entanto que no gás natural não se justifica, num horizonte alargado, a introdução de contadores inteligentes.
Fonte: Negócios