Os escoceses recusaram a independência face ao Reino Unido. O “Não” ganhou o referendo com cerca de 11% de vantagem, num referendo histórico que teve uma adesão superior a 85%.
O resultado deste referendo, que fez abalar a Europa, dita assim a continuidade de uma aliança de 307 anos entre a Escócia e o Reino Unido. O ‘Não’ ganhou com 55,4% dos votos, contra 44,6% do ‘Sim’, num referendo marcado por uma participação muito elevada: mais de 80% dos escoceses foram às urnas.
Antes das seis da manhã desta sexta-feira já David Cameron tinha ligado ao líder unionista Alistair Darling para lhe dar os parabéns pela vitória. E às 6h15 o primeiro-ministro escocês e independentista Alex Salmond reconheceu a derrota, num discurso onde elogiou a adesão massiva às urnas, mas onde fez questão de deixar um aviso ao Reino Unido: “Espero que honrem o compromisso de devolver mais poderes à Escócia”.
Salmond referia-se ao compromisso assinado entre os três principais partidos com assento parlamentar do Reino Unido, no início desta semana e quando o ‘Sim’ ganhava terreno nas sondagens, onde estes responsáveis se comprometiam a dar mais poderes à Escócia.
O líder independentista defendeu esta sexta-feira que a delegação de poderes deve ter prazos. As conquistas alcançadas pelos independentistas ao longo da campanha eleitoral fazem com que esta derrota tenha um sabor menos amargo. Do outro lado, o primeiro-ministro britânico respira de alívio. A 19 de Setembro de 2014 escapou à morte política que significaria a saída de um território com mais de 300 anos de ligação.
Tal como se esperava, as zonas mais prósperas votaram a favor da manutenção no Reino Unido e as mais pobres defenderam a independência.
Fonte: Económico