Um empresário quando é obrigado a despedir um trabalhador é-o por razões:- externas, p.ex. diminuição acentuada da actividade, sazonalidade, ciclos de vida de produtos e de negócios, dificuldade de acesso aos mercados e ao financiamento, etc.;- internas, sendo normalmente por inabilitação ou produtividade ou dificuldade de adaptação (mesmo após formação) entre outros aspectos.

O sistema de avaliação de desempenho é uma ferramenta de motivação e de descriminação positiva porquanto mede com eficácia e transparência a performance (sistema aceite e reconhecido por ambas as partes) e valoriza o mérito, sendo  um sistema verdadeiramente equitativo e transparente para o apuramento da partilha e distribuição dos resultados alcançados por todos os “stakeholders”, com especial incidência nos empregados.

O SAD (Sistema de Avaliação de Desempenho) é implementado com o acordo dos empregados e funciona num registo de “bónus” e nunca de “malus”. Nunca foi usado para despedir ou retirar benefícios, isto se bem usado e praticado numa verdadeira gestão de capital humano.

O Estado não devia intrometer-se mais e de modo tão profundo nestas matérias no que toca ao sector privado, e deveria criar para si mesmo, na qualidade de empregador, sistemas de gestão mais eficientes e sobretudo eficazes.

As empresas são hoje geridas de modo profissional e de acordo com o “benchmarking” e as boas práticas, em matérias como a Responsabilidade Social e o Desenvolvimento Sustentável,  promovendo sobretudo uma relação individual do contrato de trabalho, balanceando dois mercados naturais: o mercado de trabalho (oferta) e o mercado de emprego (procura).

Estando em crise económica como nos encontramos, estes dois mercados funcionam em compensação e colocam uma pressão enorme sobre os activos ocupados, pelo que o melhor critério para avaliação sobre o despedimento é de facto saber se tem origem em causas externas ou internas e se vai ou não haver a extinção do posto de trabalho, ou como um despedimento é suportado por um equitativo e transparente processo de substituição de um colaborador que não tem níveis de rendimento adequados por razões que apenas dependerão dele mesmo e por processos de “assessement” independentes.

 

Fonte: Negócios

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