Valor de referência para o triénio 2014-2016 é de 141,3 milhões para mais de 14 mil quilómetros.

A Estradas de Portugal (EP) vai lançar dentro de poucos dias 18 concursos públicos para a conservação corrente (CCC) da rede principal da empresa liderada por António Ramalho para o triénio 2013-2016 (a contar de Agosto).

Segundo fonte oficial da EP explicou ao Diário Económico, estes 18 futuros contratos, numa base distrital, visam “a contratação dos trabalhos de requalificação e manutenção” no período em apreço, estando previsto que correspondam a uma redução de custos de 17% face ao triénio anterior (2010-2013, Agosto a Agosto), embora esteja programado um aumento de extensão da rede rodoviária em cerca de 5%.

O preço-base dos concursos que a EP vai lançar corresponde a um custo médio de conservação corrente de 3.327 euros por quilómetro/ano, “o que representa uma redução de 17% relativamente ao valor actualmente contratado, que é de 4.010 euros”, de acordo com a mesma fonte oficial da EP. O responsável acrescenta que, “no âmbito destes contratos estarão já incluídos os 660 quilómetros de vias que anteriormente estavam integradas nos contratos de subconcessão e que, em resultado das recentes renegociações, regressaram para a EP”.

Além do aumento da extensão das vias – de 13.467 para 14.126 quilómetros – está igualmente previsto o acréscimo de 15% do número de obras de arte – túneis, viadutos, etc – que serão alvo destes contratos de conservação corrente, passando de 4.671 para 5.367.

“Face às actuais condições de mercado e ao elevado interesse que estes concursos sempre acolhem junto do sector da construção, acreditamos que o valor final a obter poderá ainda ser inferior, permitindo uma forte poupança e maiores vantagens contratuais para a EP”, acredita a referida fonte.

Dos actuais contratos de conservação corrente da rede principal da EP, que tiveram início em Agosto de 2010, foram executados até Maio deste ano mais de 120 milhões de euros em intervenções de requalificação e conservação. Até ao final do ano, ainda antes de entrarem em vigor os novos contratos, está previsto um investimento adicional de 25 milhões de euros neste domínio.

No âmbito destes contratos de conservação corrente, está prevista a execução de diversos trabalhos, como a reparação e beneficiação de pavimentos, melhoria dos sistemas de drenagem das vias, conservação de pontes e viadutos, reposição e adequação da sinalização e outros equipamentos de protecção e segurança rodoviária, assim como a estabilização de taludes e a limpeza de bermas e dos terrenos adjacentes à estrada.

Uma das novidades destes novos contratos lançados pela EP é que está pela primeira vez prevista a existência de brigadas de intervenção com disponibilidade permanente que irão funcionar como complemento à capacidade operacional já disponibilizada pela EP, para permitir “uma melhor resposta nas situações de emergência “.

Fonte: Económico

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