Setembro é um mês tradicionalmente favorável às exportações e este ano não foi excepção. Vendas para fora da UE cresceram 17,6%.
As vendas de bens ao estrangeiro totalizaram perto de 35.420 milhões de euros nos nove primeiros meses do ano, mais 4% do que no mesmo período do ano passado, divulgou nesta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Depois de praticamente estagnadas em Agosto, as exportações tiveram um forte impulso em Setembro, altura em que as vendas de mercadorias dispararam 18,7% face ao mês anterior e 9,8% em relação a Setembro de 2012.
O bom desempenho das exportações foi sustentado por um crescimento tanto nas vendas para os países da União Europeia como para países de fora do espaço comunitário, onde o ritmo de progressão foi mais forte. O INE nota, no entanto, o facto de o comércio internacional registar em Setembro “tradicionalmente acréscimos face ao mês anterior, devido à paragem de laboração de algumas empresas no período de férias”.
Ao todo, as exportações portuguesas ascenderam, nesse mês, a 3931 milhões de euros. Para a UE foram exportados 2779 milhões de euros, mais 6,8% do que no período homólogo e mais 25,7% do que em Agosto. O desempenho é explicado pelo INE com as vendas de veículos e material de transporte, máquinas e aparelhos. Na comparação com o mês de Setembro do ano passado, é preciso ter em conta o facto o período de greves em alguns portos nacionais.
O conjunto dos 28 países da União Europeia é o grande destino das mercadorias portuguesas e Espanha, Alemanha, França e Reino Unido continuam no topo dos países para onde Portugal mais exporta. Combustíveis minerais (essencialmente óleos de petróleo ou de minerais betuminosos), plásticos e borrachas explicam o aumento das vendas para o espaço comunitário.
Já as vendas para países de fora da União representaram 1152 milhões de euros, um crescimento de 17,6% em relação a Setembro do ano passado e de 4,8% face ao mês anterior. Neste grupo, as vendas aumentaram sobretudo devido às compras de combustíveis minerais (gasolinas para motor e gasóleo obtido a partir de óleos de petróleo ou de minerais betuminosos), produtos agrícolas (azeite) e minerais e minérios, refere o INE.
Também as importações aumentaram em Setembro, registando-se um crescimento homólogo de 3,7%, que foi impulsionado sobretudo pela entrada de veículos, material de transporte, máquinas e metais. Tal como nas vendas ao exterior, a evolução das importações tem sido irregular ao longo do ano. No conjunto dos nove primeiros meses do ano, a compra de bens ao exterior praticamente estagnou, ao registar-se uma variação de -0,01% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Governo conta já, para este ano, com um ligeiro crescimento das importações (de 0,8%), ao mesmo tempo em que as exportações deverão crescer 5,8%. Nas previsões do executivo estão contabilizadas não apenas as compras e vendas de bens, mas também de serviços. Para 2014, ano em que o Governo aponta para uma progressão positiva do PIB, com um crescimento (residual) do consumo e do investimento, as importações deverão crescer 2,5% e as exportações aumentar 5%.
Fonte: Público