No primeiro trimestre as exportações da Galp caíram 45%, penalizadas pela paragem para manutenção da refinaria de Sines, mas o CEO da petrolífera acredita que no final do ano o valor exportado estará em linha com o de 2013, que ultrapassou os 4 mil milhões de euros.
A Galp Energia espera que o seu volume de exportações este ano se situe em linha com o de 2013, ano em que a petrolífera alcançou um recorde de 4,15 mil milhões de euros de vendas para fora de Portugal. A Galp será penalizada este ano na sua capacidade exportadora pela paragem de 45 dias que fez na refinaria de Sines para manutenção da infra-estrutura. Mas como o ano 2013 também não teve 12 meses completos de operação da refinaria após o investimento de modernização, o valor exportado acabará por ser idêntico, prevê o presidente executivo da Galp.
“Se tudo correr como esperado, teremos exportações ao mesmo nível do ano passado”, declarou Manuel Ferreira de Oliveira esta terça-feira, durante a apresentação dos resultados da Galp relativos ao primeiro trimestre. De Janeiro a Março a Galp exportou 576 milhões de euros, menos 45% do que os 1.041 milhões exportados em igual período de 2013. Segundo a petrolífera, as suas exportações representavam no final de Fevereiro 6% das exportações portuguesas. Os principais mercados de destino da Galp foram Espanha, Estados Unidos da América, Bélgica e França.
Os produtos mais exportados foram gasóleo, gasolina e fuel. Apesar de o contributo da Galp para as exportações portuguesas ter recuado no primeiro trimestre, Manuel Ferreira de Oliveira sublinha que o grupo não deixou de contribuir para a economia nacional. Segundo o CEO da Galp, a operação de manutenção da refinaria de Sines implicou da parte da Galp um investimento da ordem dos 60 milhões de euros, envolvendo a contratação de 300 empresas. No pico dos trabalhos, chegaram a estar presentes em Sines mais de 4.200 trabalhadores.
Fonte: Negócios