As exportações da zona euro para a Rússia caíram 14% desde o início do ano até Maio, com o impacto do conflito da Ucrânia e das sanções do Ocidente.
Nos cinco primeiros meses do ano, as exportações para a Rússia com origem nos membros da moeda única totalizaram os 32,1 mil milhões de euros, menos 14% do que no mesmo período de 2013, segundo as contas do Eurostat.
Nesse período, também as importações do euro provenientes da Rússia cederam 7%, atingindo os 59 mil milhões de euros.
Contas feitas, a balança comercial da região em relação a Moscovo registou um défice de 26,9 mil milhões de euros, contra os 26,6 mil milhões deficitários observados há um ano.
A Rússia continua, ainda assim, a ser o sexto principal mercado do bloco de partilha da moeda única, apesar do agravamento do conflito entre Moscovo e Kiev no primeiro semestre do ano e do qual resultaram várias sanções económicas da parte do Ocidente.
A última onda de medidas restritivas impostas à Rússia, aprovada pela União Europeia no final do mês passado, atingiu sobretudo os sectores financeiro e energético. Na resposta, Moscovo impos um embargo às importações de produtos agro-alimentares provenientes da Europa.
A guerra de sanções motivou alertas da parte do Banco Central Europeu relativamente ao impacto negativo que terá na economia da zona euro.
Na última reunião mensal, Mario Draghi, presidente da instituição, reconheceu o “aumento dos riscos geopolíticos” na região leste, embora tenha explicado que “é difícil avaliar o impacto que o clima de sanções e contra-sanções” entre a Europa e a Rússia cria na economia.
Na altura, o presidente do BCE considerou que “há menos de uma mão cheia de instituições financeiras muito expostas à Rússia”, lembrando ainda assim que há outro tipo de sanções, como por exemplo a proibição de sobrevoar determinadas partes do espaço aéreo russo, que também têm consequências na economia.
Fonte: Económico