Exportações caem em Agosto. É o quarto mês este ano em que se regista uma quebra das vendas ao exterior.

As exportações nacionais recuaram 2,2% em termos homólogos, mostram os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). É a primeira quebra desde Maio, altura em que as vendas ao exterior tinham descido 3,6%.

Agosto é um mês tradicionalmente mais volátil, por ser o pico do Verão e das férias. Mas a queda de 2,2% é homóloga, ou seja, face ao mesmo período do ano passado, pelo que desconta já o efeito da sazonalidade.

A quebra acontece numa altura em que a Europa, que absorve uma granden parte das exportações nacionais, está a braços com uma travagem a fundo da economia e com riscos de deflação. O maior parceiro comercial português, a vizinha Espanha, dá sinais de alguma resistência, mas não é acompanhada pelos restantes mercados destino.

A Alemanha, por exemplo, viu o PIB contrair 0,2% no segundo trimestre e os dados recentes apontam para dificuldades em voltar ao caminho do crescimento. Já França, o terceiro maior parceiro, tem a economia estagnada desde o início do ano.Tudo somado, as vendas para os parceiros europeus caíram 1,4% em termos homólogos, avança o INE.

E, apesar de França estar em pior situação, as vendas para o mercado gaulês ainda foram positivas, crescendo 3%. Já para Alemanha e Espanha recuaram 6% e 7%, respectivamente.

Isto numa altura em que nem o comércio para fora da Europa ajuda. As exportações extra-União Europeia recuaram 3,9% em termos homólogos, à medida que se vai sentido também o efeito do embargo de produtos russos aos produtos europeus.

As importações nacionais também recuaram em Agosto, caindo 3,1% face ao mesmo mês do ano passado, sobretudo à conta das importações fora do espaço europeu, que diminuíram 14,4% (as importações da Europa aumentaram 2,3%).

A evolução mais fraca do que o esperado das exportações este ano está a ter consequências no défice comercial, que nos primeiro oito meses do ano atingiu os 6,8 mil milhões de euros, acima dos 5,9 mil milhões que se registaram em igual período do ano anterior.

 

Fonte: Económico

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