O atraso nos pagamentos continua a ser uma das maiores dificuldades das empresas europeias, que cada vez mais se deparam com facturas incobráveis. Na Europa, esta média voltou a aumentar em 2013, e os créditos que têm de ser reconhecidos como incobráveis em consequência deste não pagamento aumentaram de 2,8% para 3%.
De acordo com o Índice de Risco da consultora Intrum Justitia, em 2013, representam já 350 mil milhões de euros, algo como a dívida pública de Portugal e Irlanda juntas.
Em Portugal, a percentagem de incobráveis também aumentou em Portugal de 3,6% para 3,9%, “uma situação muito preocupante que se tem vindo a agravar com a degradação do ambiente económico dos últimos anos”.
A pesar cada vez mais estão as facturas com antiguidade superior a 90 dias, que “permanecem mais tempo por pagar, são as mais difíceis de virem a ser pagas na totalidade, especialmente tendo em conta a situação da economia portuguesa”, pode ler-se no relatório da consultora.
O estudo refere ainda que o Estado português (empresas públicas) tinha um atraso médio de 79 dias em 2012 e que este ano reduziu em alguns dias o atraso, para 73. Ainda assim, o estudo refere que “continua a pagar muito tarde”.
Num inquérito a várias empresas em Portugal, a Intrum, sublinha que 74% das empresas inquiridas prevêem perdas de rendimentos devido ao atraso nos pagamentos ou ao não pagamento; 82% receiam a falta de liquidez das suas empresas e 66% não têm dúvidas de que estes atrasos estão a dificultar o crescimento das suas empresas.
Fonte: Dinheiro Vivo