A banca emprestou um total de 4,8 mil milhões de euros às famílias e empresas, em Fevereiro.
O valor total dos novos financiamentos à economia ascendeu a 4,8 mil milhões de euros, em Fevereiro, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal, esta terça-feira, 8 de Abril.
Este montante corresponde a um aumento de 4,02% face a Janeiro e de 33,97% quando comparado com igual período do ano passado.
A beneficiar deste aumento estiveram as famílias e as empresas. No caso dos particulares, a banca emprestou 551 milhões de euros, um aumento de 10,2% face a Janeiro e de 20% quando comparado com Fevereiro de 2013. Apesar deste aumento, os novos financiamentos continuam longe dos valores verificados antes da crise. Só para a compra de casa, os bancos chegaram a emprestar mais de 1,5 mil milhões de euros por mês.
Em Fevereiro, as novas operações para a compra de casa totalizaram os 161 milhões de euros. E se em 2007 o destino de financiamento que mais fundos captava era precisamente a habitação, este cenário sofreu alterações. Actualmente, o crédito ao consumo capta mais recursos, tendo em Fevereiro correspondido a 196 milhões de euros. Assim como o crédito para outros fins, que inclui educação, energia e trabalhadores por conta própria, que absorveu 194 milhões de euros de novos empréstimos.
Os financiamentos à economia sofreram alterações consideráveis com a crise financeira e posterior crise de dívida.
No caso das empresas, a banca financiou 4,29 mil milhões de euros, o que representa mais de 88% do total dos empréstimos concedidos em Fevereiro. O montante concedido em novas operações está 3,2% acima do valor observado em Janeiro e 36% acima do valor homólogo.
Deste valor destinado às empresas, 2,9 mil milhões foram concedidos a projectos de maior dimensão, enquanto os restantes 1,4 foram canalizados para financiamentos até um milhão de euros.
Crédito à economia longe dos valores antes da crise
Os bancos chegaram, em 2007/2008, a financiar a economia em mais de oito mil milhões de euros por mês. A compra de casa chegou a absorver mais de 1,5 mil milhões de euros mensais.
A travagem brusca na concessão de crédito aconteceu depois de, em 2008, o Lehman Brothers ter falido, o que provocou uma crise de crédito à escala mundial. Os bancos receavam que ocorressem novos casos e restringiram os empréstimos entre si.
Com maiores dificuldades de financiamento, a banca começou a reflectir no mercado nacional este contexto. O que foi ainda mais vincado depois de Portugal pedir ajuda financeira internacional. A banca portuguesa deixou de se conseguir financiar regularmente no mercado e deixou de ter capacidade de financiamento da economia.
Fonte: Negócios