A agência Fitch reviu hoje para positivo o ‘outlook’ para o ‘rating’ de Portugal, sinalizando que pode vir a retirar a dívida portuguesa do grau de investimento especulativa. Progressos na redução do défice foram considerados para esta melhoria.

 

Fitch melhora perspectivas para a dívida portuguesa (act.)

 

A dívida pública de Portugal está a um passo de sair da classificação considerada ‘lixo’ da parte da agência Fitch, que hoje reviu para positivo o ‘outlook’ (perspectivas de evolução) do ‘rating’ da República portuguesa, mantendo-o em ‘BB+’, apenas uma notação abaixo do nível de investimento especulativo.

A agência de notação financeira justifica esta melhoria com “os progressos positivos na redução do défice orçamental”, cujos números saíram melhor do que os objectivos das autoridades internacionais.

“O défice geral do governo ficou nos 4,5% do PIB, bem abaixo da meta do programa de 5,5% do PIB (excluindo a recapitalização do Banif). A sólida posição orçamental deverá continuar em 2014 e coloca Portugal numa melhor situação para atingir o défice de 4% este ano”, argumentam os analistas da Fitch.

Melhores perspectivas para a economia

Com a melhoria do ‘outlook’ da dívida veio também a revisão em alta das perspectivas para a economia portuguesa. “A economia de Portugal está a melhorar. (…) As previsões da agência para o crescimento do PIB real são de 1,3% em 2014 e 1,5% em 2015 (face às anteriores estimativas de 0,2% e 1%, respectivamente”, antecipa a Fitch.

Estas novas perspectivas reflectem o desempenho económico de Portugal no final do ano passado e o alívio orçamental com a performance obtida em 2013, acrescenta a agência.

Frisa ainda que as condições do mercado de trabalho, o regresso do investimento e o consumo interno irão suportar a procura doméstica, enquanto a retoma na zona euro deverá apoiar as exportações.

Indiferença nos mercados

Apesar da avaliação positiva da Fitch, o PSI 20, o principal índice português, perdia 0,69%, com a banca a ser o sector que mais pressionava. No mercado de dívida secundário, os juros associados às obrigações portuguesas subiam em quase todas as maturidades. A taxa a dez anos crescia para os 3,891%.

 

Fonte: Económico

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