O FMI alerta que uma vitória do “sim” no referendo da próxima semana na Escócia pode desencadear turbulência nos mercados financeiros.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que uma vitória do “sim” – ou seja, daqueles que querem a independência – no referendo na Escócia, que se realiza no próximo dia 18 de Setembro, pode gerar turbulência nos mercados financeiros.
O britânico de The Guardian escreve que a instituição liderada por Christine Lagarde considera que a votação favorável à independência do país criará “incerteza”. Numa conferência de imprensa realizada esta quinta-feira, 11 de Setembro, William Murray, porta-voz adjunto do FMI, apontou que uma vitória do sim “irá levantar uma série de questões importantes e complicadas que têm de ser negociadas”. “O efeito imediato e principal será provavelmente a incerteza em relação aos potenciais cenários financeiros, orçamentais e de uma moeda diferente”, acrescentou, citado pelo jornal britânico.
Devido a este cenário de incerteza quanto futuro da Escócia em caso de independência, esta quinta-feira, 11 de Setembro, foi revelado que o Royal Bank of Scotland alertou que vai passar a sua sede para Inglaterra se o referendo ditar a independência da Escócia, embora pretenda manter naquela região “um nível significativo de operações e postos de trabalho”. Também o Lloyds pondera uma solução semelhante e admite que “há várias incertezas decorrentes da votação do referendo sobre a independência da Escócia que podem influenciar o ‘rating’ de crédito do banco e o cenário fiscal, monetário, legal e de regulação a que está sujeito”.
Além disso, os investidores retiraram quase dois mil milhões de dólares dos fundos de acções do Reino Unido nos últimos dois meses, devido à incerteza e instabilidade que a vitória do “sim” no referendo sobre a independência da Escócia poderá representar para o mercado accionista.
Esta sexta-feira foi revelada uma nova sondagem para o referendo da próxima semana. Tal como as sondagens apontaram ontem, o “não” ganha terreno. A sondagem da YouGov, conhecida esta sexta-feira e citada pela Sky News, revela que 52% dos inquiridos pretende votar no “não”, o que significa que querem que a Escócia mantenha-se no Reino Unido. E 48% pretende votar no “sim”, favoráveis à independência.
Fonte: Negócios