O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu hoje a décima avaliação ao programa de ajustamento de Portugal e aprovou a libertação de nova tranche para Portugal, disse a instituição em comunicado.

“Apesar dos recentes contratempos legais, a implementação do programa português tem sido louvável”, afirmou mesmo o diretor adjunto do fundo, Nemat Shafik, no final da reunião do conselho do FMI. “O fim desta avaliação permite a imediata libertação do montante de 910 milhões de euros, fazendo ascender a 25,1 mil milhões o valor total desembolsado” até agora pelo FMI, no âmbito do programa de ajustamento português, lê-se no comunicado enviado pela instituição liderada por Christine Lagarde.

A décima avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao programa de ajustamento de Portugal será divulgada “no início da próxima semana”, referiu ontem fonte oficial da instituição. A Comissão Europeia também o deverá fazer por essa altura, depois das reuniões do Eurogrupo e do Ecofin, que decorrem em Bruxelas.

A aprovação de um Orçamento do Estado para 2014 “consistente com os objetivos do programa” e a introdução de medidas para compensar o chumbo da convergência das pensões no Constitucional são realçados como pontos positivos pelo FMI, que destaca ainda a melhoria no outlook de curto prazo do país e a queda do desemprego “ainda assim com uma taxa elevada”. “É fundamental que o governo se mantenha empenhado nestas reformas para atingir a recuperação e progressos na sustentabilidade fiscal e externa.”

“Completar a consolidação fiscal será essencial para pôr a dívida pública numa rota descendente”, avisa a instituição, que pede ao governo de Passos que “resista às pressões para aumentar a despesa pública” e continue a racionalizar e encolher os gastos da administração pública. Só assim, diz o FMI, será possível preservar a “estabilidade financeira e promover o acesso aos mercados”, de forma a garantir a recuperação económica.

“As reformas estruturais são a chave para o crescimento potencial de Portugal”, acrescenta a instituição, pedindo ainda “mais flexibilidade no mercado laboral acompanhado de um aumento do investimento que permita a criação de postos de trabalho”.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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