É uma história de esforço, resistência, inovação, vontade e a glória de ser a primeira empresa a receber o Prémio Excellens Oeconomia, promovido pela PwC e pelo Negócios

João Miranda | Aos 22 anos lançou a Frulact. A empresa nasceu no fundo do quintal da moradia da família, em Leça.

João Miranda ainda estudava quando começou a trabalhar. Esta experiência foi um acicate para a sua veia de empreendedor. Por isso, o pai, Arménio Miranda, que trabalhava na Longa Vida, propôs-lhe, certo dia, montar uma empresa que fizesse o caramelo e a chila que esta empresa colocava nos iogurtes.

Em 1987, com apoio do pai e do irmão Francisco Miranda, técnico de produção de queijo, nasceu a Frulact no fundo do quintal da moradia em Leça, onde estavam os patos, as galinhas e os cães de caça do pai. Cinco anos depois, em 1992 decidiram arriscar na construção de uma fábrica moderna na zona industrial da Maia. Pouco tempo depois surgiu a oportunidade para a compra da desactivada unidade de transformação de fruta da Cooperativa de Fruticultores da Cova da Beira, em Ferro.

Com uma posição dominante em Portugal e ascendente na exportação decidiram pela internacionalização fabril. Em 1995 os mercados do Norte de África mostravam apetite pelos produtos da Frulact. Como os direitos aduaneiros tornavam os preços proibitivos, a empresa decidiu instalar-se em Kenitra, a 60 quilómetros de Rabat, numa joint-venture com parceiros marroquinos. Mas a experiência frustrou-se. E em 2000 optaram pela Tunísia com a intenção estratégica de fornecer a indústria de lacticínios do Médio Oriente. Aliaram-se a um grupo local e construíram uma fábrica em Nabeul, próxima de Túnis. Na partilha de capital a Frulact aceitou que a sua posição dominante de 60% se diluísse com o tempo, mas quando se chegou ao equilíbrio do capital a operação que estava a superar todas as previsões entrou em colapso.

O ano de 2006 foi um ano decisivo e em que a Frulact ganhou dimensão produtiva. Conjugou-se a entrada em produção da fábrica de Tortosendo, onde investiram 15 milhões de euros e a compra de uma unidade fabril em Vichy (França) ao GBP (Granger Bouguet Pau), por cinco milhões de euros. Em 2007 regressou a Marrocos com uma nova unidade industrial em Larache detida a 100% num investimento de 4 milhões euros. No ano seguinte estendeu os seus interesses a Argélia e implantou uma unidade industrial em Akbou, em que os argelinos têm 49%. Investiu 3 milhões de euros.

Fonte: Negócios

Comentários

comentários