O governo vai vender os CTT ao preço de 5,52 euros por acção na OPV, o limite superior fixado para a privatização do serviço postal.
O Governo vai vender os CTT ao preço de 5,52 euros a investidores institucionais e a privados na oferta pública de venda (OPV), o limite máximo do intervalo fixado inicialmente para a privatização do serviço postal português. Para os trabalhadores, o preço foi fixado em 5,24 euros, segundo o comunicado hoje divulgado pela Parpública ao mercado.
Com esta operação, o Governo vai levantar cerca de 580 milhões de euros com a venda de 70% dos Correios em bolsa. As acções começam a negociar na praça lisboeta já esta quinta-feira.
O intervalo do preço fixado pelo governo situava-se entre os 4,1 euros e os 5,52 euros.
Face à sólida procura, o preço final ficou no limite máximo de 5,52 euros, o que avalia os CTT em quase 830 milhões de euros, valor que inclui uma posição de 30% que continuam nas mãos do governo.
Os investidores particulares só terão acesso a 20% (incluindo o lote de 5% para os trabalhadores) de 70% do capital que será disperso em bolsa, com o resto a ficar reservado a investidores institucionais.
Os resultados da OPV serão apurados amanhã em sessão especial de bolsa, onde ficará definida a quantidade de acções atribuídas a cada subscritor.
Quem deu ordens na primeira fase, até 25 de Novembro, beneficia do dobro do rateio face a quem só deu ordens na segunda fase. A atribuição das acções é feita em lotes de 10 títulos. “Considerando a procura actual, quem solicitar 25 mil acções dos CTT receberá 2.730 títulos”, segundo uma nota do Banco Big. “Entre os trabalhadores a procura tem sido bem menor, com a procura a cobrir apenas 31% da oferta disponível”, conclui o analista Miguel Medeiros.
Segundo o comunicado hoje divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), “prevê-se que a admissão à negociação no mercado regulamentado Euronext Lisbon da Euronext Lisbon das 150.000.000 acções ordinárias, escriturais e nominativas, com o valor nominal de 0,5 euro cada uma, representativas da totalidade do capital social dos CTT venha a ocorrer a 5 de Dezembro de 2013”.