O governo de Samaras atingiu um excedente primário de 1,5 mil milhões de euros. Negociações sobre a dívida podem assim ser retomadas.

 

Grécia cumpre metas impostas por Bruxelas

 

O governo grego, liderado pelo primeiro-ministro Antonis Samaras, cumpriu as metas orçamentais definidas pelos seus parceiros da zona euro, uma condição fundamental para a continuação das negociações sobre uma maior redução da dívida daquele país intervencionado.

O governo registrou um excedente primário – que exclui o pagamento de juros – de 1,5 mil milhões de euros no ano passado, revelou hoje a Comissão Europeia. Os números são “um reflexo do progresso notável que a Grécia fez ao nível das suas finanças públicas desde 2010”, afirmou o porta-voz da Comissão, Simon O’Connor, em Bruxelas.

Os parceiros da Grécia na zona do euro exigiram, em Novembro de 2012, que Atenas registasse um excedente primário como forma de avançarem no “estudo de novas medidas de assistência” para ajudar a Grécia a cumprir os objectivos estabelecidos no seu acordo de resgate.

O acordo prevê um rácio de dívida em relação ao PIB “substancialmente menor” que os 110% em 2022 – dados de hoje do Eurostat revelam que a dívida da Grécia chegou a 175,1% em 2013, um recorde da era euro.

Com eleições legislativas marcadas para o próximo mês, Antonis Samaras, líder de uma coligação de dois partidos, está ansioso por obter uma recompensa política para as suas medidas de corte de custos – podendo assim esperar uma vitória.

O debate sobre a dívida da Grécia, segundo O’Connor, só será retomado depois do Verão. Recorde-se que o país recebeu até agora 240 mil milhões de euros em ajuda externa.

 

Fonte: Económico

Comentários

comentários