História de uma reprivatização

Ontem, o Estado saiu em definitivo do capital da EDP.

1
Junho de 1997

A primeira fase de reprivatização da EDP ocorreu em Junho de 1997, com a alienação de 179.960.000 acções representativas de 29.99% do capital da eléctrica. Na altura, em que Sousa Franco era o ministro das Finanças, a operação foi realizada através de uma Oferta Pública de Venda e da venda directa dirigida a investidores institucionais. Operação que deu início à onda do capitalismo popular.

2
Maio de 1998 

Em pleno arranque da Expo 98 decorre a segunda fase, em Maio, e correspondeu à celebração de um acordo de parceria estratégica entre a EDP e a congénere espanhola Iberdrola, através da qual cada uma das empresas ficou com a opção de adquirir 2,25% do capital social da outra. A Iberdrola exerceu a sua opção durante a terceira fase de reprivatização.

3
Junho de 1998

Ainda sob a égide do Governo de António Guterres realiza-se a terceira fase de reprivatização da EDP com a venda de cerca de 16,2% do capital social da empresa. Nesta operação foi atribuído um prémio de fidelidade de uma acção por cada 25 acções subscritas e detidas por mais de um ano por accionistas pequenos subscritores, emigrantes e trabalhadores da EDP.

4
Outubro de 2000

Na quarta fase de reprivatização foi alienado pelo accionista Estado uma posição equivalente a 20,0% do capital da EDP, correspondente a 600 milhões de acções. Com a pasta das Finanças tutelada por Guilherme d’Oliveira Martins, a sessão especial de bolsa foi realizada a 23 de Outubro, em que o Estado reduziu a posição de 50,8% para 31,3%.

5
Novembro de 2004
A quinta fase na reprivatização da empresa traduziu-se num aumento de capital, realizado com o objectivo de financiar a aquisição de uma participação adicional na Hidrocantábrico, e uma venda directa de referência. Através desta operação o accionista Estado viu reduzida a sua participação (directa e indirecta) para cerca de 25,3%.

6
Dezembro de 2005

A Parpública lançou uma emissão de obrigações susceptíveis de permuta por acções representativas do capital social da EDP. O valor global da emissão foi de 572,8 milhões de euros, sendo que as obrigações correspondiam a 160 milhões de acções representativas de cerca de 4,376% do capital.

7
Dezembro de 2007

Mais uma vez a Parpública lança uma emissão de obrigações susceptíveis de permuta por acções representativas do capital da EDP. O activo subjacente das obrigações é constituído por 151.517.000 acções representativas de 4,144% do capital social da EDP. As obrigações foram objecto de colocação particular junto de investidores institucionais nacionais e estrangeiros.

8
Dezembro de 2011

A 22 de Dezembro foi anunciado, no âmbito da oitava fase de reprivatização, que o Estado escolheu a China Three Gorges (CTG), grupo chinês de energia, para comprar a participação de 21,35% do capital social da EDP. Com base nesta operação foi assinada uma parceria estratégica, através da qual a CTG irá investir dois mil milhões de euros até 2015 em projectos de energia renovável.

9
Fevereiro de 2013

A Parpública alienou ontem junto de investidores institucionais 4,144% da EDP, operação que marca a saída em definitivo do Estado da eléctrica. A venda foi realizada a 2,35 euros por acção, um preço abaixo da actual cotação da EDP em bolsa, de 2,422 euros. A alienação representou um encaixe de 356,1 milhões de euros.

Fonte: Económico

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2013-02-15T13:45:32+00:0015/02/2013|Categories: Geral|Comentários fechados em História de uma reprivatização
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