Portugal já contratou o sindicato bancário que será responsável pela emissão de dívida a 10 anos. A notícia está a ser avançada pela agência Reuters e, se a história recente se confirmar, a operação deverá acontecer amanhã, isto porque a regra tem sido contratar o sindicato bancário um dia antes da emissão de dívida decorrer.
De acordo com a agência, o Barclays, o BES, o Citigroup, o Credit Agricole, o Royal Bank of Sscotland e o Société Génerale são os bancos contratados como rede de segurança da emissão que, segundo fonte citada pela Reuters, deverá acontecer “num futuro próximo”, estando sujeita às condições de mercado. Trata-se de uma reabertura da linha de obrigações que vence em fevereiro de 2024.
A concretizar-se a operação, será a segunda emissão de dívida de médio e longo prazo que o país realiza este ano e a primeira emissão de dívida de longo prazo desde maio do ano passado, depois de Portugal ter emitido 3,25 mil milhões de euros em obrigações com maturidade de cinco anos no passado mês de janeiro, comprometendo-se com uma taxa de 4,657%. Nessa altura, a procura superou os 11 mil milhões de euros e o juro foi mais baixo do que a última emissão comparável.
Além de pretender aproveitar a descida recente dos juros da dívida portuguesa no mercado secundário, o objetivo passará por reforçar a almofada de liquidez que o Governo pretende construir, no âmbito do pós-troika e regresso completo do país aos mercados financeiros.
No mercado secundário, os investidores estão a exigir uma taxa de 4,99% para comprar as obrigações a dez anos da linha que vai ser alvo da emissão sindicada.
Fonte: Dinheiro vivo